Psicóloga explica o porquê das pessoas se sentirem mais emotivas na conclusão e no começo de ciclos, no ‘CBN Comportamento’
O fim de ano costuma ser um período de reflexões, marcado por um misto de melancolia e expectativa pelo futuro. Muitas pessoas fazem um balanço do ano que passou, avaliando conquistas e frustrações, o que pode gerar sentimentos de tristeza ou insatisfação, caso as expectativas não sejam alcançadas.
O peso das retrospectivas
Além do balanço pessoal, as pessoas costumam recorrer a simpatias e superstições nessa época. A cor da roupa na virada do ano, a ceia natalina e outros rituais são exemplos comuns dessa busca por sorte e boas energias. Mas será que essas práticas realmente funcionam?
A psicologia por trás das simpatias
Embora a eficácia das simpatias seja questionável do ponto de vista espiritual, sua influência na psicologia é inegável. O ato de realizar uma simpatia, seja para atrair prosperidade ou saúde, promove uma sensação de controle sobre o futuro e o novo ciclo que se inicia. Essa sensação de controle, mesmo que idealizada, alivia a ansiedade, especialmente em um momento tão ansiogênico como a virada do ano.
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Entre a superstição e o transtorno
O risco está em transformar as simpatias em práticas obsessivas. Quando o recurso a rituais supersticiosos se torna constante e interfere na vida cotidiana, podendo evoluir para um transtorno obsessivo-compulsivo (TOC). A diferença crucial está na perda do controle e na interferência significativa na vida da pessoa. Para o fim de ano, a recomendação é escolher simpatias que façam sentido e que promovam bem-estar, combinadas com a gratidão pelo ano que passou e a expectativa positiva pelo novo ano. Manter a mente focada em pensamentos positivos e cultivar a gratidão são atitudes que contribuem para um final de ano mais leve e tranquilo.