Ouça a coluna ‘CBN Comportamento’ com Danielle Zeoti
A pandemia intensificou sentimentos de desconfiança em muitas pessoas, tornando a paranoia um tema relevante. Mas quando a desconfiança exagerada se torna uma patologia? Este artigo explora a diferença entre precaução e paranoia, analisando suas causas e consequências.
Paranoia x Precaução: Uma Linha tênue
Em tempos de incerteza, como os vividos durante a pandemia, é natural sentir preocupação e tomar precauções. No entanto, a paranoia se caracteriza por uma desconfiança injustificada e infundada, que gera sofrimento intenso e compromete a vida diária. A precaução, por sua vez, envolve ações racionais para se proteger de riscos reais. A chave está em diferenciar o medo fundamentado da desconfiança exagerada e sem base.
Causas e Tipos de Paranoia
As causas da paranoia são multifacetadas, envolvendo fatores genéticos, neurológicos e psicológicos. A escassez de dopamina no cérebro pode desempenhar um papel importante, assim como experiências traumáticas na infância e um ambiente social marcado pela violência. Existem diferentes tipos de paranoia, como a paranoia sistêmica (do dia a dia) e a paranoia clínica (patológica), presente em transtornos como o transtorno de personalidade paranoide, o transtorno delirante persistente e a esquizofrenia.
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Consequências e Tratamento
A paranoia crônica pode levar ao esgotamento físico e mental, prejudicando a saúde física e mental. O medo constante e a desconfiança excessiva podem afetar o sistema imunológico, tornando o indivíduo mais vulnerável a doenças. O tratamento envolve abordagens medicamentosas e psicoterápicas, buscando equilibrar o estado emocional e reduzir os sintomas. A busca por ajuda profissional é fundamental para lidar com a paranoia e melhorar a qualidade de vida.