Longa, que está nos cinemas, reúne vários super-heróis dos quadrinhos; ouça a coluna ‘Cinema’ com André de Castro
Os Eternos, mais recente filme da Marvel, chegou aos cinemas e dividiu opiniões. Para entender melhor o longa, conversamos com o crítico de cinema André de Castro, que analisou a produção sob diferentes perspectivas.
Um Casamento Inesperado: Indie e Blockbuster
André destaca a união inusitada entre o cinema independente e o blockbuster na direção de Chloé Zhao, vencedora do Oscar por Nomadland. Essa mistura, embora não inédita, apresenta pontos positivos e negativos. O filme, com duas horas e 36 minutos de duração, já alcançou mais de um milhão de espectadores no Brasil e arrecadou milhões nos EUA, demonstrando sucesso comercial.
Entre a HQ e a Tela: Uma Adaptação Contraditória?
Apesar dos números positivos, André aponta algumas contradições entre a adaptação para o cinema e as histórias em quadrinhos originais. Mudanças na trama e na caracterização dos personagens geram questionamentos, principalmente para os fãs da saga. A grandiosidade do elenco, com Angelina Jolie, Salma Hayek e Richard Madden, entre outros, promete um espetáculo visual, mas nem sempre atende às expectativas criadas pelo trailer.
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O crítico elogiou os efeitos visuais e a grandiosidade da produção, mas também apontou algumas falhas na trama e na construção dos personagens. A tentativa de equilibrar a narrativa para fãs e não-fãs da HQ parece ter resultado em algumas inconsistências. A inclusão de cenas de sexo e nudismo, inéditas em filmes anteriores da Marvel, é destacada como um ponto de evolução, mas a representatividade e a diversidade poderiam ter sido melhor trabalhadas. André compara a experiência com outros sucessos da Marvel, como Guardiões da Galáxia, e espera que os problemas apresentados em Os Eternos sejam corrigidos em futuras produções.



