Produção tem 1h50 e já está nos cinemas; confira a resenha do crítico André de Castro na coluna ‘Cinema’
A sequência de A Freira, lançada em 2023, finalmente entrega o filme de terror que o primeiro longa não conseguiu ser. O trailer já adianta: a freira é assustadora, e a maquiagem do personagem é um primor, superando o original de 2018.
Uma História Bem Construída
Apesar de não apresentar grandes inovações no gênero, A Freira 2 se destaca pela narrativa. A trama se desenvolve de forma coesa, com personagens coadjuvantes aparecendo em momentos precisos e contribuindo para o enredo. Não é necessário ter assistido ao primeiro filme para acompanhar a história, o que é um ponto positivo. A qualidade do roteiro e a construção da história são superiores ao filme anterior, tornando-o uma experiência mais completa.
Suspense e Jumpscares
O filme utiliza bastante a técnica de jumpscares, aqueles sustos repentinos que tanto marcam os filmes de terror. Apesar da frequência, eles são bem empregados e não prejudicam a experiência, contribuindo para a atmosfera tensa. A utilização de ambientes escuros, corredores e portas misteriosas potencializa a sensação de suspense, mantendo o espectador na ponta do assento.
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Pontos a Melhorar
Apesar dos pontos positivos, o longa apresenta um defeito: a resolução final é extensa e cansativa, com uma repetição desnecessária de informações. Cortar cerca de 15 a 20 minutos dessa parte final tornaria o filme ainda melhor. Apesar disso, a experiência geral é positiva, principalmente para os amantes de sustos.
Em resumo, A Freira 2 supera as expectativas, oferecendo uma experiência de terror eficiente e envolvente, com uma trama bem construída e sustos bem distribuídos. Apesar de alguns pontos a melhorar na resolução, o filme é uma ótima pedida para uma noite de cinema.


