Mudança no tempo afetou a saúde de muita gente; sobre a síndrome respiratória aguda, ouça o pneumologista Júlio César Bruno
O aumento de casos de síndromes respiratórias agudas (SRAs), incluindo gripes e resfriados, tem preocupado especialistas e a população. Segundo o pneumologista Dr. Júlio César Bruno, a situação é resultado de uma combinação de fatores, principalmente a baixa adesão à vacinação contra a gripe e a Covid-19.
Vacinação e aumento de casos
A baixa cobertura vacinal contra a influenza e a Covid-19 é apontada como um dos principais motivos para o crescimento exponencial de SRAs. Apesar das campanhas de conscientização, a adesão da população tem sido menor do que o esperado, contribuindo para o aumento de casos graves e internações. O médico destaca a importância da vacinação, enfatizando que, embora não haja um tempo específico de espera após uma infecção viral, recomenda-se esperar de quatro a seis semanas para se vacinar.
Identificando os sintomas
Diferenciar um simples resfriado de uma infecção mais grave pode ser desafiador, mesmo para profissionais da saúde. Com o advento da Covid-19, o painel viral, que identifica rapidamente a infecção por Covid-19, influenza e vírus sincicial respiratório, se tornou mais acessível, facilitando o diagnóstico diferencial. Embora disponível em alguns serviços de saúde pública, ele é mais facilmente encontrado na rede particular. Sintomas como febre alta persistente (acima de 38°C), dificuldade respiratória, aperto no peito, e alterações na frequência cardíaca e respiratória indicam a necessidade de procurar atendimento médico imediato. Grupos de risco, como idosos, crianças, obesos, e pessoas com comorbidades, devem estar ainda mais atentos à evolução dos sintomas.
Recomendações e prevenção
O teleatendimento é recomendado como uma alternativa para evitar aglomerações em unidades de saúde, especialmente para casos menos graves. A utilização de máscaras, evitar aglomerações e contato próximo com outras pessoas ainda são medidas preventivas importantes. O Dr. Bruno ressalta a sazonalidade das SRAs e a importância da vacinação para proteger a saúde pública. Ele lembra que nos últimos anos houve uma diminuição das infecções por influenza A e B, adenovírus e vírus sincicial respiratório, possivelmente devido à pandemia de coronavírus, mas que atrásra há um aumento da sazonalidade dessas infecções.



