Ouça a coluna ‘Oficina de Palavras’ com Luiz Puntel
A pergunta que ecoa após as eleições: fomos partícipes conscientes ou meros idiotas? Esta reflexão parte da análise de dois termos cruciais: politicosse e idiota, ambos de origem grega.
Politicosse versus Idiota: Uma Questão de Participação
Baseado em uma palestra de Mário Sergio Cortella (2010) e no tema de redação do Full Vest (2012), podemos definir idiota como aquele que se preocupa apenas com o próprio umbigo, alheio à coisa pública. Já a politicosse representa a participação ativa na cidade, cobrando e exigindo dos governantes. Em outras palavras, ontem, nos comportamos como idiotas ou como agentes politicoses?
O Impacto do Voto: 57 Mil Vereadores e 5 Mil Prefeitos
Elegemos milhares de vereadores e prefeitos, muitos sem a devida qualificação, alguns até semianalfabetos. Essa realidade nos leva a questionar a responsabilidade individual no processo eleitoral. Deixamos de votar ou votamos de forma superficial, contribuindo para a eleição de políticos sem preparo?
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Reflexão Final: O Espelho e a Escolha
A história de Cacareco, o rinoceronte que recebeu mais de 100 mil votos em uma eleição no Rio de Janeiro na década de 60, serve como metáfora para a nossa escolha. Elegemos “Cacarecos” ou optamos por representantes comprometidos com a res publica, com a coisa pública? A pergunta permanece, a reflexão é individual e necessária. Que possamos fazer escolhas mais conscientes no futuro.