Nutricionista Cristina Trovó fala dos benefícios e malefícios da comida japonesa na coluna ‘CBN Nutrição’
A culinária japonesa é mundialmente conhecida por sua leveza e sabor, mas será que todos os pratos são tão saudáveis quanto parecem? Conversamos com a nutricionista Cristina Trovó para desvendar os benefícios e os vilões dessa gastronomia tão apreciada.
Benefícios da culinária japonesa: os pontos positivos
Um dos grandes trunfos da culinária japonesa é a presença de peixes, ricos em proteínas de alto valor biológico, minerais como zinco (essencial para a imunidade) e iodo (importante para a tireoide), além de vitaminas A e D. Cristina destaca a importância de optar por peixes brancos e aqueles pescados, e não criados em cativeiro, em detrimento do salmão, muitas vezes superestimado. Outro destaque é o shiitake, cogumelo rico em fibras que auxilia na redução do colesterol. O gengibre, com suas propriedades anti-inflamatórias, também merece menção, mas atenção: o gengibre em conserva pode conter muito açúcar. As algas marinhas completam a lista de ingredientes saudáveis presentes na culinária japonesa.
Prudência no consumo: os pontos negativos e cuidados
Apesar dos benefícios, o consumo de comida japonesa requer moderação. Cristina alerta contra os rodízios, que incentivam o consumo excessivo, podendo levar a um consumo calórico muito alto em uma só refeição (até 1000 calorias!), resultando em ganho de gordura abdominal e aumento do colesterol. A nutricionista chama a atenção para o alto teor de sódio em muitos pratos, devido ao uso do shoyu, e para o açúcar presente em preparações como o arroz e alguns acompanhamentos. Pratos fritos, como alguns rolinhos e o yakisoba (principalmente se frito antes de refogado), devem ser consumidos com muita parcimônia, devido à formação de acroleína, substância cancerígena, e ao alto teor calórico.
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Aproveitando o melhor da culinária japonesa
Para aproveitar ao máximo os benefícios da culinária japonesa, a recomendação é optar por pratos com peixes brancos e grelhados, shiitake, gengibre fresco e algas. O consumo de shoyu deve ser moderado, e é possível buscar alternativas como o shoyu de coco ou sem glutamato monossódico, que possuem menor teor de sódio. Ao pedir comida japonesa em restaurantes, vale a pena solicitar pratos cozidos em vez de fritos e informar sobre restrições a açúcar e sódio. Com consciência e moderação, é possível desfrutar de toda a riqueza e sabor da culinária japonesa, sem comprometer a saúde.