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Você gosta de adaptações teatrais? Então vai se interessar pelas peças “Açúcar Amargo” e “Tarsila”

Luiz Puntel comenta sobre a adaptação de sua obra literária "Açúcar Amargo" e da peça que conta a história de Tarsila do Amaral
Você gosta de adaptações teatrais? Então
Luiz Puntel comenta sobre a adaptação de sua obra literária "Açúcar Amargo" e da peça que conta a história de Tarsila do Amaral

Luiz Puntel comenta sobre a adaptação de sua obra literária “Açúcar Amargo” e da peça que conta a história de Tarsila do Amaral

O escritor Luís Pompel comentou nesta segunda-feira a adaptação teatral de um de seus romances juvenis mais conhecidos, Açúcar Amargo, que ficou em cartaz em São Paulo ao longo de março. A montagem da companhia Caramelos estreou no início do mês e encerrou temporada na sexta-feira passada.

Do livro ao palco: memória e luta social

Escrito em 1984, o romance remete à greve dos boias-frias de Guariba e acompanha a trajetória de Marta, uma jovem determinada a estudar e a provar seu valor diante do pai, Pedro, após a morte do irmão Altair em um acidente. Pompel destacou a força da personagem e o recorte social da obra, que aborda a persistente violência e as dificuldades enfrentadas pelas mulheres.

O autor elogiou a montagem da companhia Caramelos e citou a participação de Carol Bispo, que leu o livro na adolescência e sonhava em vê-lo encenado. Pompel também agradeceu o trabalho da diretora Jéssica Ribeiro e ressaltou a importância de valorizar o teatro, uma arte frequentemente subfinanciada no país.

Tarsila em cena: vida, modernismo e espetáculo

Em paralelo, Pompel assistiu à peça Tarsila, que traça a vida da artista Tarsila do Amaral. A montagem narra a trajetória da pintora — desde os estudos na Europa até o convívio com nomes do modernismo como Oswald de Andrade, Anita Malfatti e Mário de Andrade — e aborda tanto a fortuna familiar (cerca de 29 fazendas de café mencionadas na peça) quanto as frustrações pessoais e traições em relacionamentos.

O espetáculo musical, dirigido por Anatolydo e José Pocineto, recebeu elogios por sua qualidade técnica e precisão, comparada a produções da Broadway. A atuação de Cláudia Raya foi destacada por Pompel como um dos pontos altos da montagem. O autor também mencionou o quadro Abaporu, de Tarsila, apontando seu alto valor de mercado e o fato de hoje pertencer a coleções fora do país.

Por fim, Pompel anunciou que a montagem de Açúcar Amargo está prevista para Guariba em maio, quando a cidade lembrará os 40 anos da greve dos boias-frias. Ele encerrou a participação no programa com agradecimentos à equipe e votos de uma boa semana aos ouvintes.

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