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Você gosta de comer um presunto ou um sanduíche de mortadela? Cuidado!

Alimentos ultraprocessados são um risco à saúde; quem explica é o médico cardiologista Fernando Nobre
sanduíche de presunto e mortadela
Alimentos ultraprocessados são um risco à saúde; quem explica é o médico cardiologista Fernando Nobre

Alimentos ultraprocessados são um risco à saúde; quem explica é o médico cardiologista Fernando Nobre

Alimentos ultraprocessados: riscos à saúde cardiovascular

O que são alimentos ultraprocessados?

De acordo com a professora de medicina da Harvard Medical School, Dra. John Mason, alimentos ultraprocessados são geralmente embalados e contêm ingredientes que prolongam a vida útil e melhoram o sabor e a palatabilidade. Esses alimentos representam uma parcela significativa da dieta em muitos países, chegando a 60% ou mais em alguns casos. Frequentemente, incluem aditivos como conservantes, intensificadores de sabor, corantes, emulsificantes e adoçantes, além de conterem quantidades excessivas de calorias, açúcares adicionados, sal e gordura saturada. Alguns podem conter ainda alto teor de bisfenóis, substância associada a efeitos indesejáveis à saúde.

Impacto na saúde cardiovascular

Um relatório recente do The Lancet Regional Health, baseado em estudos com mais de 1,2 milhão de participantes, revelou uma associação significativa entre o consumo de alimentos ultraprocessados e doenças cardiovasculares. O estudo mostrou um aumento de 23% no risco de doenças coronarianas (como infarto e angina), 17% em doenças cardiovasculares em geral e quase 10% no risco de AVC. A gravidade desses riscos está diretamente ligada à quantidade consumida. Embora alguns alimentos ultraprocessados, como cereais matinais, iogurtes e algumas sobremesas lácteas, tenham apresentado menor risco, a Dra. Mason ressalta a diversidade entre esses alimentos e a necessidade de avaliação individual.

Considerações finais

Embora seja recomendada uma dieta rica em alimentos integrais, à base de plantas, a pesquisa sugere que alguns alimentos ultraprocessados podem ser incorporados a uma dieta saudável, desde que avaliados individualmente quanto à relação custo-benefício para a saúde. A recomendação é priorizar alimentos integrais, verduras, frutas, cereais integrais e peixes, mas a exclusão completa dos ultraprocessados não é necessariamente imprescindível em todos os casos.

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