Confira como deve ser o passeio e o lugar adequado para o seu animalzinho; ouça a coluna ‘CBN Pet News’ com Gelson Genaro
Neste artigo, exploramos os mitos e verdades sobre passeios com cães, com base em um estudo recente publicado na revista Applied Animal Behaviour Science. Pesquisadores da USP e da UFSCar entrevistaram aproximadamente 660 donos de cães para entender como diferentes fatores influenciam o comportamento canino durante os passeios.
O Contexto do Passeio: Mais que uma Rotina
O estudo revelou que não basta apenas levar o cão para passear; o contexto do passeio é crucial. Vários fatores influenciam o comportamento do animal, incluindo a personalidade do tutor (homem ou mulher), o tamanho da família, a frequência dos passeios e a interação do cão com o ambiente. Um passeio com o tutor distraído no celular difere de um passeio onde o cão guia o ritmo, explorando o ambiente com calma.
A Importância do Olfato Canino
Para os cães, o olfato é o sentido predominante, muito mais importante que a visão. Deixar o cão cheirar o ambiente, mesmo em locais que consideramos “sujos” (fezes, urina etc.), é fundamental para sua experiência sensorial. Respeitar esse comportamento natural é parte essencial de um passeio enriquecedor.
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Soltura ou Coleira: O Equilíbrio Ideal
A decisão de soltar ou manter o cão na coleira depende do ambiente e do treinamento do animal. Em locais seguros e livres de riscos, a soltura permite que o cão explore livremente. No entanto, em ambientes urbanos ou com a presença de outros animais, é necessário um treinamento adequado para garantir a segurança do cão e das pessoas. Um adestrador pode auxiliar nesse processo.
Em resumo, um passeio com o cão deve ser uma experiência rica e significativa, respeitando as necessidades sensoriais e comportamentais do animal. A observação atenta do tutor e a consideração dos diversos fatores ambientais e individuais garantem um passeio prazeroso e benéfico para o bem-estar do animal.