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Você gosta de Shimeji? Saiba como é a produção deste cogumelo

Fungo caiu nas graças de muitos brasileiros e nos últimos 20 anos desbancou o Champingnon; temperatura e umidade são essenciais
produção de shimeji
Fungo caiu nas graças de muitos brasileiros e nos últimos 20 anos desbancou o Champingnon; temperatura e umidade são essenciais

Fungo caiu nas graças de muitos brasileiros e nos últimos 20 anos desbancou o Champingnon; temperatura e umidade são essenciais

O programa Epe Agro, da CBN, abordou a produção de cogumelos, especificamente o shimeji, em Pinhauzinho (PR).

Cultivo do Shimeji: Um Fungo do Bem

A reportagem acompanhou Jorge Arruda Neto, produtor de shimeji, que detalhou as condições ideais para o cultivo: temperatura entre 25°C e 28°C e umidade entre 80% e 90%. O clima ameno da região, a 900 metros de altitude, favorece a produção. Arruda Neto iniciou sua produção em 2008, enfrentando problemas com contaminação no cultivo de champignon, antes de migrar para o shimeji, um cogumelo mais fácil de cultivar organicamente. O processo de cultivo envolve a criação de um substrato (geralmente arroz ou trigo inoculado com o fungo), que é colocado em sacos e levado para estufas. Após 15 dias, o fungo coloniza o substrato, e a colheita acontece em aproximadamente 48 horas, podendo chegar a 150 kg por dia. A alta perecibilidade do shimeji (duração de 8 a 10 dias em câmara fria) exige agilidade na comercialização.

Desafios e Oportunidades no Mercado de Cogumelos

A pandemia impactou fortemente a produção de shimeji, devido ao fechamento de restaurantes e a priorização de alimentos básicos pela população. Apesar disso, o mercado vem se recuperando. Atualmente, o Brasil colhe cerca de 14 mil toneladas de cogumelos por ano, mas ainda importa quase metade do que é consumido. O shimeji, além de seu uso culinário versátil (licor, azeite, cerveja, geleia, etc.), apresenta propriedades benéficas à saúde, sendo rico em proteínas e antioxidantes, o que o torna uma alternativa interessante para veganos e vegetarianos.

Inovação no Agronegócio: O Vale do Silício Caipira

A reportagem também visitou Piracicaba (SP), conhecida como o “Vale do Silício Caipira”, devido à concentração de empresas de tecnologia voltadas para o agronegócio (Agtechs). Pedro Chamochumbo, da Incubadora de Empresas de Piracicaba, destacou a importância da inovação para o setor, com foco em soluções sustentáveis e que beneficiem o produtor rural. A inovação é vista como um meio para alcançar o lucro, e não o objetivo em si, priorizando a sustentabilidade e o impacto positivo no setor. O programa finalizou com um giro de notícias sobre o agronegócio, incluindo a redução na estimativa da safra de laranja, o resgate de búfalas vítimas de maus-tratos, a queda no preço do leite e a aceleração da colheita de uva para o Natal.

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