Modalidade de jornada foi adotada por 21 empresas brasileiras para um período de destes; Dimas Facioli traz os detalhes
A semana de trabalho de quatro dias, com três dias de folga, deixou de ser um sonho para 21 empresas brasileiras que participam de um experimento inovador. A iniciativa, que garante aos funcionários o mesmo salário com carga horária reduzida, mostra resultados positivos após três meses de avaliação.
Resultados Positivos do Experimento
Um estudo realizado pela Ford Day Week Brasil, em parceria com a Ford Day Week Global, aponta avanços significativos. 61,5% das empresas participantes notaram melhora na execução de projetos, enquanto 58,5% observaram aumento da criatividade. Os benefícios se estendem para a vida pessoal, com 58% dos funcionários relatando melhor conciliação entre trabalho e vida pessoal. Houve também aumento de 78% na disposição para lazer, redução de sintomas de insônia (50%), estresse (62,7%) e fadiga (64,9%). A frustração também diminuiu em 56,5% dos participantes.
Produtividade e Bem-Estar
A produtividade não apenas se manteve, mas aumentou. A entrega de projetos se tornou mais eficiente, com os funcionários compensando a folga extra com maior dedicação nos dias trabalhados. A flexibilidade da semana de quatro dias, com folgas em dias diferentes para diferentes funcionários, permite otimizar o fluxo de trabalho. A dificuldade de adaptação, segundo os entrevistados, está na volta ao trabalho após o período de descanso, não na folga em si. A possibilidade de home office em alguns dias também contribui para o bem-estar e a redução de custos para as empresas.
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O experimento, ainda em fase de testes, demonstra que a semana de quatro dias pode ser uma alternativa viável para empresas que buscam melhorar a produtividade, o bem-estar dos funcionários e a retenção de talentos. A avaliação continua em junho, com expectativa de novos dados positivos e a possibilidade de adoção por mais empresas.