Itens típicos desta época do ano estão 15% mais caros; quem analisa o cenário é o economista Adnan Jebailey
O Natal de 2023 promete ser mais caro do que o anterior, com a inflação impactando fortemente o preço dos produtos tradicionais da ceia. Uma pesquisa da Fecomercio-SP aponta um aumento de 15% nos custos em relação a dezembro de 2021.
Aumento significativo nos preços de alimentos
Diversos itens essenciais para a ceia natalina sofreram reajustes expressivos. A cebola, por exemplo, registrou um aumento de 137%, enquanto as frutas tradicionais (uvas, cerejas etc.) tiveram alta de 35%. Outros produtos também apresentaram aumentos consideráveis: batata (22%), ovo (19%), azeite (8,5%), frango inteiro (11%) e laticínios como leite (26%) e queijo (13%). Apesar de tomate (-27%) e arroz (-1,8%) terem apresentado queda de preços, o impacto geral é de aumento significativo dos custos.
Inflação e fatores externos
A economista Adnan Gebayle explica que a inflação é o principal fator para o aumento de preços. Embora a inflação acumulada até novembro tenha apresentado queda em relação ao ano passado, os alimentos tiveram alta. Intervenções governamentais nos combustíveis mascararam parcialmente o impacto da inflação, mas o aumento nos preços dos alimentos é evidente. Outros fatores como sazonalidade de produtos, condições climáticas, e o câmbio (dólar alto) contribuem para o encarecimento, especialmente de produtos importados.
Planejamento e alternativas para um Natal mais econômico
Com o aumento dos preços, o planejamento se torna crucial para um Natal mais econômico. A economista recomenda priorizar produtos de época e mais baratos, pesquisar preços em diferentes locais, e buscar promoções. A criatividade na culinária também é uma aliada para reduzir custos, adaptando o cardápio às possibilidades financeiras. O importante é celebrar o Natal com significado, sem comprometer o orçamento com dívidas desnecessárias para o ano seguinte.



