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Você já ouviu falar do enigmático Tiete-de-coroa?

Espécie endêmica da Mata Atlântica está desaparecida há cerca de 30 anos e intriga ornitólogos de todo o país
Tiete-de-coroa
Espécie endêmica da Mata Atlântica está desaparecida há cerca de 30 anos e intriga ornitólogos de todo o país

Espécie endêmica da Mata Atlântica está desaparecida há cerca de 30 anos e intriga ornitólogos de todo o país

O podcast Sons da Terra, em parceria com a CBN, dedicou um episódio ao Tietê-de-coroa (Calyptura cristata), uma ave brasileira considerada um enigma da natureza por estar desaparecida há quase 30 anos.

O Mistério do Tietê-de-coroa

O biólogo Luciano Lima, especialista em Calyptura cristata, descreveu a ave como uma das mais enigmáticas do mundo. Com cerca de 7,5 cm, é pequena e de coloração discreta, o que dificulta sua observação. Seu último avistamento confirmado ocorreu em 1996. Apesar da falta de registros recentes, Luciano defende que a ave não deve ser considerada extinta, pois ainda há fragmentos de mata atlântica no estado do Rio de Janeiro onde ela poderia sobreviver.

A Busca pela Ave Perdida

A dificuldade em encontrar o Tietê-de-coroa se deve a diversos fatores: seu tamanho reduzido, sua coloração que se camufla na natureza, a localização em áreas de difícil acesso da Mata Atlântica fluminense (como a região da Serra dos Órgãos) e a falta de registros sonoros confiáveis. Embora existam registros em museus, a localização precisa de muitos espécimes é desconhecida, tornando a busca ainda mais complexa. A equipe do Sons da Terra reforça a importância de continuar a procurar a ave, pois sua extinção representaria uma perda significativa para a biodiversidade brasileira.

Um Apelo à Preservação

A história do Tietê-de-coroa serve como um alerta para a importância da preservação da Mata Atlântica e da biodiversidade brasileira. A perda de habitats e a falta de conhecimento sobre espécies raras contribuem para o desaparecimento de aves como o Tietê-de-coroa. A busca pela ave continua, e a esperança de reencontrá-la na natureza permanece acesa, impulsionada pela dedicação de pesquisadores e amantes da natureza.

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