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Você já ouviu falar do passáro conhecido como ‘ave fantasma’?

Marcelo Ferri e companhia trazem curiosidades sobre o 'Maxalalagá', ave pequena e pouco avistada, mas que possui um canto único
ave fantasma
Marcelo Ferri e companhia trazem curiosidades sobre o 'Maxalalagá', ave pequena e pouco avistada, mas que possui um canto único

Marcelo Ferri e companhia trazem curiosidades sobre o ‘Maxalalagá’, ave pequena e pouco avistada, mas que possui um canto único

A equipe do programa Sons da Terra desvenda o mistério do som de uma ave peculiar: o Machalalaga.

O Fantasma do Cerrado

O Machalalaga (Micropygia schomburgkii) é uma pequena ave, inofensiva e muito mais escutada do que vista, o que lhe rendeu o apelido de “ave fantasma”. Sua vocalização, descrita como semelhante ao som de um gafanhoto, chama a atenção e intriga observadores. Ananda Porto destaca a beleza da ave, com seu tamanho minúsculo (cerca de 15 cm), plumagem castanho-cobreada com detalhes brancos, olhos e pés vermelhos e um bico azulado.

Hábitos e Habitat

Luciano Lima explica que o Machalalaga, apesar de pertencer à família das saracuras (conhecidas por habitar ambientes úmidos), prefere áreas secas do cerrado e campos limpos. Sua pequena estatura e hábito de se esconder na vegetação o tornam difícil de avistar, sendo a observação facilitada principalmente pelo som característico. A ave é encontrada em diversos estados brasileiros, com registros significativos no portal eBird.

Os Heróis de Pompéu

A cidade de Pompéu (MG) destaca-se como um local privilegiado para a observação do Machalalaga, graças aos irmãos Luiz e Afonso, que, desde 2017, dedicam-se ao estudo e à divulgação da espécie. Eles criaram clareiras na vegetação, facilitando a observação da ave e tornando Pompéu a “terra dos Machalalagas”. Seu trabalho contribuiu significativamente para o conhecimento sobre a espécie, incluindo registros sonoros detalhados, e os tornou referência na observação de aves. A origem do nome “Machalalaga”, segundo Luciano, provavelmente vem dos povos indígenas Iambicuara, registrado em um diário do Coronel Rondon em 1916.

A história do Machalalaga é um exemplo de como a observação de aves e a dedicação de pesquisadores apaixonados podem revelar os segredos da natureza e trazer à luz espécies antes consideradas enigmáticas. O trabalho dos irmãos de Pompéu é inspirador e demonstra a importância da preservação da biodiversidade brasileira.

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