Acompanhe a coluna ‘Oficina de Palavras’, com o professor Luiz Puntel
A Origem do Sorriso de Duchenne
A expressão “sorriso de Duchenne” pode parecer incomum, mas se refere a um tipo específico de sorriso, pleno e genuíno. A origem do termo remonta ao século XIX, com os estudos do neurologista francês Guillaume Duchenne de Boulogne. Utilizando eletrodos (uma tecnologia inovadora para a época), Duchenne realizou experimentos que mapearam a atividade muscular facial, conseguindo, inclusive, fazer um paciente com paralisia facial sorrir completamente.
O Sorriso Pleno e a Ciência
Duchenne descobriu que um sorriso genuíno envolve a ativação do músculo zigomático maior (responsável pelo levantamento das comissuras labiais) em conjunto com o músculo orbicular dos olhos (que causa as rugas ao redor dos olhos, o famoso “pé de galinha”). É essa combinação que caracteriza o sorriso de Duchenne, um sorriso que vai além de um simples movimento labial, expressando alegria e emoção autênticas. A imagem de seus experimentos, datada de 1860, tornou-se icônica.
O Sorriso de Duchenne no Cotidiano
Hoje, o termo “sorriso de Duchenne” é usado para descrever esse sorriso pleno e genuíno. É um sorriso que transmite felicidade e autenticidade, indo além de um sorriso forçado ou social. Observar e praticar esse tipo de sorriso pode enriquecer nossas interações sociais, transmitindo emoções de forma mais eficaz e sincera. Portanto, que tal praticarmos um sorriso de Duchenne e espalharmos alegria por onde formos?