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Você já ouviu falar do Transtorno de Personalidade Borderlline?

Psicóloga Danielle Zeoti traz informações sobre este distúrbio que pode aumentar o risco de suicídio
Transtorno Borderline
Psicóloga Danielle Zeoti traz informações sobre este distúrbio que pode aumentar o risco de suicídio

Psicóloga Danielle Zeoti traz informações sobre este distúrbio que pode aumentar o risco de suicídio

O Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), também conhecido como borderline, é um transtorno mental que afeta cerca de 6% da população mundial, segundo estimativas. No Brasil, embora faltem dados precisos, um estudo da Sociedade Brasileira de Psiquiatria revelou que 10% dos pacientes diagnosticados com TPB cometem suicídio, destacando a gravidade da condição.

Sintomas e Diagnóstico

É crucial entender que o TPB é um padrão de funcionamento desadaptativo, um jeito de ser da pessoa, e não algo transitório. Caracteriza-se por intensa impulsividade, dificuldade em controlar impulsos, levando a comportamentos de risco como dirigir em alta velocidade ou abuso de substâncias. A sensação de vazio crônico também é marcante, muitas vezes buscando preencher esse vazio com drogas ou álcool. Irritabilidade e agressividade diante de frustrações são comuns, podendo levar a comportamentos autodestrutivos ou agressivos contra os outros. As oscilações nos relacionamentos são significativas, alternando entre idealização e desvalorização extrema das pessoas próximas. Alterações de humor, depressão e ansiedade também são sintomas frequentes.

Fatores de Risco

Embora as causas exatas do TPB ainda sejam desconhecidas, acredita-se que fatores biológicos, genéticos, sociais e psicológicos contribuem para o desenvolvimento do transtorno. A hereditariedade desempenha um papel importante, com estudos indicando que pessoas com pais ou parentes de primeiro grau com TPB têm até 80% mais chances de desenvolvê-lo. Fatores ambientais, como um ambiente de criação agressivo, negligência ou abuso, também aumentam o risco. Fatores psicológicos, como a capacidade de resiliência da criança e sua reação a frustrações, também são relevantes. É importante ressaltar que nenhum fator isoladamente determina o aparecimento do transtorno.

Tratamento e Prognóstico

Não existe cura para o TPB, mas o tratamento é fundamental para melhorar a qualidade de vida. A psicoterapia é a base do tratamento, ajudando o paciente a lidar com a sensação de vazio, impulsividade, instabilidade emocional e relacionamentos disfuncionais. Em alguns casos, a medicação pode ser associada para controlar sintomas específicos, como depressão, ansiedade ou impulsividade. Estudos indicam que, por volta dos 50 anos, muitos indivíduos com TPB, especialmente aqueles com casos menos graves, podem apresentar melhora significativa. A formação de uma rede de apoio familiar e social é essencial para o sucesso do tratamento e para prevenir comportamentos de risco.

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