Quem explica sobre essas iniciativas é Dalton Marques na coluna ‘CBN Tecnovação’
O terceiro Seminário Paulista de Arranjos Produtivos Locais (APLs), realizado em São Paulo, debateu inovação e desenvolvimento regional. Para entender a importância do evento, precisamos primeiro definir APLs.
O que são Arranjos Produtivos Locais?
APLs, ou clusters, como são conhecidos internacionalmente, são concentrações geográficas de empresas interligadas, entidades setoriais, instituições públicas e de ensino e pesquisa, que cooperam em um mesmo setor produtivo. Essa cooperação impulsiona o desenvolvimento econômico regional, como observado por Michael Porter em seu livro “Vantagem Competitiva das Nações”. A identificação de APLs orienta investimentos e políticas públicas, como a oferta de cursos de ensino superior alinhados às vocações econômicas locais. Em Ribeirão Preto, por exemplo, o APL da Saúde se beneficia do curso de Sistemas Biomédicos da Faculdade de Ribeirão Preto (FMRP).
APLs em São Paulo e o Seminário
O estado de São Paulo conta com mais de 60 APLs. Além do APL da Saúde em Ribeirão Preto, a região possui APLs de softwares, cervejas artesanais, cultura, e outros em cidades vizinhas como Franca (calçados e cachaça) e São Carlos (tecnologia da informação e comunicação). O seminário abordou o cenário econômico brasileiro, com desafios como pobreza, desemprego e inflação, mas também destacou o potencial da bioeconomia brasileira. Outro ponto crucial foi a necessidade de avançar na materialização dos APLs, superando a dificuldade de promover a cooperação entre empresas, muitas vezes acostumadas a uma lógica puramente competitiva. O evento também formalizou o repasse de recursos estaduais para seis APLs, incluindo o APL de cervejas artesanais de Ribeirão Preto, que receberá R$ 490 mil para a construção de um centro multidisciplinar de tecnologia cervejeira no Instituto Federal de São Paulo – campus Sertãozinho.
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O seminário evidenciou a importância dos APLs para o desenvolvimento econômico regional e a necessidade de cooperação entre empresas, governo e instituições de ensino e pesquisa. A iniciativa de repasse de recursos demonstra o compromisso com a consolidação e o crescimento desses arranjos, impulsionando a inovação e a competitividade em diversos setores.