Assim como o vinho, algumas cervejas também ficam mais saborosas com o tempo; ouça o ‘Cerveja de Conteúdo’ com Carlos Braghin
Neste artigo, exploramos o fascinante mundo das cervejas de guarda, um assunto ainda pouco conhecido no universo cervejeiro brasileiro.
O que são cervejas de guarda?
Diferentemente da maioria das cervejas, feitas para consumo imediato, as cervejas de guarda são elaboradas para envelhecer. Assim como vinhos e destilados, algumas cervejas se beneficiam do tempo, desenvolvendo complexidade e nuances de sabor com o passar dos anos. No entanto, nem todos os estilos são adequados para guarda; características como teor alcoólico elevado e estrutura de corpo robusta são essenciais.
Estilos e regiões
Embora não haja uma região específica mundialmente conhecida por produzir apenas cervejas de guarda, alguns estilos e países se destacam. A Bélgica, com suas cervejas de alta potência alcoólica, e a Inglaterra, com seus clássicos Barley Wine, são exemplos de regiões com cervejas que envelhecem excepcionalmente bem. A escolha do estilo é crucial; cervejas não pasteurizadas, com maior teor alcoólico (acima de 8%), tendem a se desenvolver melhor com o tempo.
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Como armazenar e consumir cervejas de guarda
Para garantir a melhor evolução da cerveja, o armazenamento adequado é fundamental. Manter as garrafas em pé, em local fresco, seco e longe da luz, minimiza a oxidação. Cervejas armazenadas nessas condições por anos podem apresentar evolução surpreendente de sabor, mesmo após o prazo de validade impresso no rótulo. Apesar disso, é importante lembrar que cada cerveja é única e sua evolução é imprevisível. A experiência de degustar uma cerveja envelhecida é, portanto, uma aventura.