Pessoas diagnosticadas com essa deformidade congênita possuem um ou mais dedos nas mãos ou nos pés; ouça ‘CBN Saúde e Bem-Estar’
A polidactilia, condição em que uma pessoa nasce com um ou mais dedos extras nas mãos ou pés, é um tema abordado no programa CBN Saúde e Bem-Estar, em entrevista com o médico geneticista Gustavo Guida. O especialista esclarece que essa deformidade congênita não necessariamente requer tratamento médico.
Causas Genéticas da Polidactilia
Segundo o Dr. Guida, a polidactilia resulta de uma pequena alteração na “receita genética” responsável pela formação das mãos e pés, presente desde outros animais. Essa variação genética pode ser hereditária, sendo transmitida de pais para filhos com uma probabilidade de 50% em alguns casos. A maioria das pessoas com polidactilia apresenta dedos aparentemente normais, dificultando a percepção da condição.
Tratamento e Frequência da Polidactilia
A frequência da polidactilia é maior do que se imagina, sendo que muitas vezes a condição passa despercebida, especialmente quando o dedo extra é apenas um pequeno brotamento. O tratamento cirúrgico é indicado quando o dedo extra é malformado, apresenta risco de infecção ou interfere nas atividades cotidianas. Em casos de dedos bem formados e sem complicações, a cirurgia é opcional. A decisão de remover o dedo extra pode ser tomada na infância, adolescência ou até mesmo na vida adulta, dependendo da avaliação médica.
A polidactilia é mais comum nas mãos do que nos pés, e sua incidência não está associada ao sexo. A transmissão genética não é mais prevalente em homens ou mulheres. A entrevista finaliza com a conclusão de que a polidactilia, embora pouco conhecida, é uma condição mais frequente do que se pensa e que a necessidade de tratamento varia de caso para caso, dependendo da formação e da funcionalidade do dedo extra.



