Papel higiênico menor, sachê de molho de tomate mais leve… economista Diego Galli Alberto comenta esta prática
A inflação castiga o poder de compra, mas há sinais de alívio. Apesar da prévia divulgada pelo IBGE indicar queda de 0,08%, alguns produtos essenciais permanecem caros, e muitos deles vêm sofrendo um fenômeno conhecido como “reduflação”.
Redução de Quantidade e Manutenção de Preços: A Redução
A reduflação consiste na redução da quantidade de um produto sem o correspondente abaixamento no preço, ou com aumento mínimo. Essa prática, antes comum em chocolates e biscoitos, atrásra afeta itens da cesta básica como arroz, feijão e macarrão. O consumidor leva menos produto pelo mesmo ou quase mesmo preço, criando uma falsa sensação de estabilidade.
Impacto na Vida do Consumidor e Perspectivas Econômicas
Para o economista Diego Gali Alberto, a reduflação é uma forma de inflação disfarçada, que prejudica o planejamento orçamentário familiar. A prática é justificada pelas empresas como forma de lidar com o aumento dos custos de produção, sem repassar integralmente o aumento para o consumidor. A desaceleração da inflação não significa sua eliminação; ela continua impactando os custos e forçando as empresas a reduzirem a quantidade dos produtos.
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A reduflação gera indignação e confusão no consumidor, que precisa calcular o preço por unidade para comparar produtos. Além da redução de peso ou volume, há casos de alteração na fórmula dos produtos, reduzindo a qualidade para manter o preço. A falta de transparência das empresas agrava o problema, dificultando a comparação de preços e o planejamento financeiro.
Dicas para o Consumidor
Diante desse cenário, o consumidor deve priorizar marcas transparentes, pesquisar preços e quantidades, e planejar as compras com cuidado. Acompanhar a vida política e econômica do país também é importante para entender as causas da inflação e da reduflação. A pesquisa de preços, antes um hábito comum, deve ser retomada e intensificada, utilizando todos os recursos disponíveis, incluindo a internet. Um planejamento financeiro familiar bem estruturado permite melhor lidar com a situação, garantindo recursos para lazer, educação e outras áreas importantes.



