Apesar dos bons resultados, o paciente precisa passar por uma cirurgia para realizar o tratamento. Saiba mais!
A bomba de infusão, um dispositivo que administra medicamentos analgésicos diretamente no sistema nervoso, oferece uma alternativa moderna para o tratamento de dores crônicas. Em entrevista, o neurocirurgião Dr. Eduardo Cuájo explicou o funcionamento e os benefícios desse método.
Como funciona a bomba de infusão?
A bomba de infusão é um dispositivo implantado cirurgicamente, geralmente no abdômen, que contém um cateter conectado ao líquido que banha a medula espinhal. Ela libera medicamentos analgésicos em doses baixas e contínuas, diretamente na região afetada. Isso permite alcançar uma analgesia eficaz com doses muito menores do que as necessárias via oral ou intravenosa, reduzindo significativamente os efeitos colaterais, como náuseas, vômitos e confusão mental.
Benefícios e Indicações
A principal vantagem da bomba de infusão é a redução drástica de efeitos colaterais, graças à administração precisa e localizada dos analgésicos. É indicada para pacientes com dores crônicas intensas e refratárias a outros tratamentos, como dores oncológicas, sequelas de cirurgias ou acidentes, artrose, entre outras. O procedimento é considerado para casos onde não há solução mais simples para a dor, como lesões nervosas irreversíveis ou situações em que o paciente não pode se submeter a cirurgias mais complexas.
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Disponibilidade e Procedimentos
Embora a cirurgia de implante seja relativamente simples, a bomba de infusão não é um procedimento comum. Ela está disponível pelo SUS em alguns centros especializados, embora não seja algo habitual. O reservatório da bomba precisa ser recarregado periodicamente (mensalmente ou a cada três ou quatro meses, dependendo do uso), através de uma punção simples. Apesar de ser um tratamento que já existe há algumas décadas, a bomba de infusão tem se tornado mais conhecida como uma solução eficaz para dores crônicas graves, oferecendo alívio significativo para pacientes que sofrem há anos.


