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Você já ouviu falar na Síndrome do Envelhecimento Precoce Bucal (SEPB)?

Condição é multifatorial e por isso precisa de uma junta de especialistas; quem explica é a dentista Pâmela Ferrari
Você já ouviu falar na Síndrome
Condição é multifatorial e por isso precisa de uma junta de especialistas; quem explica é a dentista Pâmela Ferrari

Condição é multifatorial e por isso precisa de uma junta de especialistas; quem explica é a dentista Pâmela Ferrari

A síndrome do envelhecimento precoce bucal é uma condição que tem ganhado destaque na odontologia devido à sua crescente prevalência, Você já ouviu falar na Síndrome do Envelhecimento Precoce Bucal (SEPB)?, especialmente entre pacientes mais jovens. Diferente do envelhecimento natural da boca, que ocorre de forma gradual e esperada, essa síndrome se caracteriza por um desgaste acelerado dos tecidos bucais, incluindo dentes, gengivas, mucosa, osso e articulações, que aparentam estar mais envelhecidos do que a idade cronológica do paciente.

A doutora Pamela Ferrari, dentista especializada, explica que os sinais mais comuns percebidos pelos pacientes são a retração gengival e a sensação de que os dentes estão mais alongados ou expostos. Além disso, a sensibilidade dental é um sintoma frequente, embora muitos pacientes acreditem que sentir dor nos dentes seja normal, o que não é o caso. “O dente não deve doer”, afirma a especialista, ressaltando a importância de atenção a esses sinais.

Fatores que contribuem para o envelhecimento precoce bucal

O envelhecimento precoce da cavidade oral não é causado por bactérias, como ocorre na cárie dentária, mas por fatores externos relacionados ao estilo de vida moderno. Entre os principais fatores estão distúrbios do sono, como apneia obstrutiva e insônia, distúrbios gastroesofágicos, como refluxo, e condições psiquiátricas, incluindo ansiedade, depressão e burnout. Esses problemas, frequentemente associados, alteram o pH da boca, tornando-o mais ácido, o que favorece o surgimento de lesões não cariosas e o desgaste dos tecidos bucais.

Pacientes jovens, entre 25 e 35 anos, podem apresentar uma boca com características típicas de pessoas muito mais velhas, como retração gengival e desgaste dentário, o que não é comum para essa faixa etária. A síndrome, portanto, está relacionada a múltiplos fatores que agem simultaneamente, modulando o envelhecimento da boca.

Importância da abordagem multidisciplinar no diagnóstico e tratamento: Segundo a dentista, o diagnóstico e o tratamento da síndrome do envelhecimento precoce bucal exigem uma visão ampla do paciente, que vá além do cuidado odontológico tradicional. É fundamental compreender hábitos de sono, rotina alimentar, prática de esportes, estado emocional e presença de doenças psiquiátricas para identificar os fatores que contribuem para a condição.

O tratamento não é reversível, mas pode ser controlado com uma abordagem multidisciplinar que envolva dentistas, psicólogos e médicos. A coordenação entre esses profissionais é essencial para manejar os fatores extrínsecos que aceleram o envelhecimento bucal, como o estresse, a ansiedade e os distúrbios do sono.

Higienização bucal e sua relação com a síndrome

Embora a higiene bucal seja importante para a saúde geral da boca, a síndrome do envelhecimento precoce bucal não está diretamente relacionada à falta de higienização ou à presença de bactérias. Pacientes que mantêm uma boa higiene, sem histórico de cáries ou inflamações gengivais, também podem desenvolver a síndrome devido aos fatores extrínsecos mencionados.

Por outro lado, a má higiene pode acelerar o processo de envelhecimento bucal, pois a presença de cáries e inflamações contribui para o desgaste dos tecidos. Portanto, a higiene continua sendo um aspecto fundamental para evitar complicações adicionais.

Entenda melhor

A síndrome do envelhecimento precoce bucal é um conceito relativamente novo na odontologia, resultado da integração de diferentes áreas do conhecimento. Problemas bucais como desgaste dentário, retração gengival e dores faciais sempre existiram, mas eram tratados isoladamente. Hoje, entende-se que esses sintomas podem estar interligados e compor uma síndrome que reflete o impacto do estilo de vida moderno na saúde bucal.

O controle da síndrome depende da identificação e manejo dos fatores externos que a causam, incluindo distúrbios do sono, problemas gastroesofágicos e questões emocionais. A prevenção e o tratamento eficazes exigem uma abordagem multidisciplinar e um olhar atento para o paciente como um todo.

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