Com o fluxo de veículos e o trânsito de pessoas, a cor serve para chamar a atenção das pessoas e evitar acidentes
Mais de 20% do maquinário pesado vendido no setor de construção é adquirido pelo agronegócio, segundo fabricantes presentes na Agri Show, em Ribeirão Preto. Tratores, retroescavadeiras e implementos da chamada linha amarela têm sido cada vez mais utilizados em obras rurais, desde preparo de solo até manutenção de estradas.
Por que as máquinas são amarelas
De acordo com Leandro Bueno, gerente de marketing de produtos da Comatis, a cor amarela é uma tradição da indústria e atende a critérios de segurança: as partes móveis ou que precisam chamar atenção são pintadas de amarelo para facilitar a visualização em canteiros de obra. Em modelos como escavadeiras hidráulicas, por exemplo, a parte superior — que gira — costuma ser amarela, enquanto a base está em cores mais discretas. Em outros países, variações como o laranja também são adotadas, mas a lógica é a mesma: aumentar a segurança operacional.
Uso no campo e novidades apresentadas
Segundo Bueno, esse maquinário é empregado no meio rural para abertura de valas, drenagem, topografia, preparo de solo e manutenção de estradas internas. Embora a Comatis não tenha uma linha específica voltada exclusivamente ao produtor, os equipamentos oferecidos atendem às demandas para preparar a propriedade para o plantio e evitar erosão.
No estande da empresa na Agri Show foi apresentada a carregadeira WA320 Sugar Cane, desenvolvida para movimentação de biomassa como o bagaço de cana. O equipamento exibido traz uma caçamba de aproximadamente 5 metros cúbicos, pensada para operações em regiões com usinas de açúcar e demanda por carregamento intensivo.
Sustentabilidade e tecnologia
O setor de máquinas de construção tem seguido tendências de eletrificação e ganho de eficiência. Fabricantes apostam em downsizing de motores e ajustes para reduzir consumo de combustível e emissões. Além das inovações técnicas, as empresas também demonstram ações de responsabilidade socioambiental: no estande da Comatis foram adotadas práticas como copos reutilizáveis para reduzir plástico e parcerias com entidades — incluindo doações de cestas básicas ao GAAC — como forma de retribuir à comunidade.
O balanço da Agri Show indica que o maquinário de construção não só atende a obras urbanas, mas também se consolida como ferramenta importante para o campo, acompanhando demandas por eficiência e sustentabilidade.



