Existem períodos em que os pequenos podem apresentar novos aprendizados ‘repentinamente’; pediatra Ivan Savioli Ferraz explica!
Neste artigo, discutimos as mudanças repentinas no desenvolvimento infantil com o Dr. Ivansa Violi Ferraz. Pais frequentemente se preocupam com o crescimento e desenvolvimento de seus bebês, muitas vezes observando mudanças bruscas de um dia para o outro.
Picos de Crescimento x Saltos de Desenvolvimento
O Dr. Ferraz esclarece a diferença entre picos de crescimento e saltos de desenvolvimento. Picos de crescimento referem-se ao aumento da estatura, sendo mais significativos nos dois primeiros anos de vida e na adolescência (estirão). Já os saltos de desenvolvimento, ou marcos do desenvolvimento, envolvem a aquisição de novas habilidades neurológicas, como sentar, andar e falar, ocorrendo em diferentes faixas etárias.
Períodos de Crescimento e Desenvolvimento
O crescimento infantil não é contínuo; há períodos de crescimento intenso intercalados com períodos de estabilidade. O primeiro ano de vida é marcado por um crescimento médio de 25 centímetros, velocidade que não se repete em outras fases. A adolescência também é um período de crescimento significativo, embora com variações de início entre indivíduos. Os marcos do desenvolvimento, por sua vez, apresentam uma relativa uniformidade, embora com variações individuais dentro de uma faixa etária considerada normal. O pediatra desempenha papel crucial no acompanhamento do crescimento e desenvolvimento da criança, identificando possíveis atrasos.
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Tranquilizando os Pais
O Dr. Ferraz enfatiza que muitas variações no desenvolvimento são normais. A aquisição de habilidades é constante, especialmente nos dois primeiros anos de vida. A preocupação dos pais é compreensível, mas a maioria dos “atrasos” observados se encaixa na variação da normalidade. O acompanhamento pediátrico regular é fundamental para monitorar o desenvolvimento e tranquilizar os pais. Na adolescência, mudanças de humor e distanciamento familiar são comuns e fazem parte da chamada “síndrome da adolescência normal”, que não representa uma doença. O pediatra auxilia a família a entender essas mudanças e a lidar com o estresse relacionado ao desenvolvimento da criança e do adolescente.