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Você já usou expressões como ‘voz macia’ ou ‘jeito quente’? Isso tem nome, sabia? É a sinestesia!

Locuções aparecem com frequência em músicas brasileiras; ouça a explicação de Lígia Boareto no 'CBN Papo Certo'
sinestesia
Locuções aparecem com frequência em músicas brasileiras; ouça a explicação de Lígia Boareto no 'CBN Papo Certo'

Locuções aparecem com frequência em músicas brasileiras; ouça a explicação de Lígia Boareto no ‘CBN Papo Certo’

Neste artigo, exploraremos o fascinante mundo da sinestesia, uma figura de linguagem que mistura diferentes sentidos, tornando a comunicação mais rica e expressiva. Veremos como ela está presente em nosso cotidiano, na música, na literatura e até mesmo em momentos de tragédia.

Sinestesia: Uma União de Sensações

Sinestesia, palavra de origem grega (syn – junção + aisthesis – sensação), é a fusão de dois ou mais sentidos em uma única percepção. Experimentamos isso quando descrevemos um som como “quente”, uma cor como “doce” ou um cheiro como “áspero”. A sinestesia enriquece nossa linguagem, criando imagens e impressões mais vívidas e memoráveis.

Sinestesia no Cotidiano e na Arte

A sinestesia está presente em diversas áreas da nossa vida. Na música, por exemplo, expressões como “um som aveludado” ou “uma melodia picante” são exemplos comuns. Na literatura, escritores utilizam a sinestesia para criar imagens sensoriais impactantes, transportando o leitor para o universo da narrativa. Até mesmo em situações cotidianas, expressões como “cheiro azedo” ou “resposta seca” revelam a presença sutil da sinestesia em nossa comunicação.

Sinestesia e Memória Afetiva

A sinestesia desempenha um papel crucial na construção de nossas memórias afetivas. O cheiro de um bolo de chuva pode nos remeter instantaneamente à infância e à casa da avó. O toque de uma cadeira velha pode evocar lembranças de tardes chuvosas em família. A sinestesia conecta sensações e emoções, criando uma experiência multissensorial que fortalece e personaliza nossas recordações. A tragédia no Rio Grande do Sul, por exemplo, trouxe à tona a importância da cuia no ritual do chimarrão, um objeto que evoca conforto e afeto para aqueles que perderam suas casas e pertences. A simples menção da cuia evoca uma série de sensações e lembranças, demonstrando o poder da sinestesia em momentos de dor e perda.

Em resumo, a sinestesia é uma ferramenta poderosa de expressão, presente em diversas facetas da vida. Sua capacidade de misturar sensações e criar imagens vívidas a torna uma figura de linguagem inestimável, tanto na comunicação informal quanto na produção artística e literária. Compreender a sinestesia nos ajuda a apreciar a riqueza e a complexidade da linguagem humana e a importância das sensações na construção de nossas memórias e experiências.

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