Quem explica as regras que vão substituir o teto de gastos é o economista Nelson Rocha Augusto na coluna ‘CBN Economia’
O Brasil e a China têm intensificado seus laços comerciais, buscando alternativas ao dólar em suas transações. Essa aproximação, segundo Nelson Rocha Augusto, especialista em economia, é impulsionada por quatro fatores principais.
Complementaridade Econômica
As economias brasileira e chinesa são complementares. O Brasil exporta produtos como alimentos, energia e minério de ferro, enquanto a China supre a demanda brasileira por componentes e produtos industriais de alta qualidade e tecnologia avançada, competindo com os Estados Unidos em setores como 5G e saúde.
Prioridade Governamental
O governo Lula prioriza o estreitamento das relações com a China, evidenciado pelas visitas de ministros e empresários ao país. Essa aproximação demonstra a importância estratégica da China para o Brasil.
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Substituição do Dólar
A China busca se consolidar como um ator financeiro relevante, reduzindo a dependência do dólar em transações internacionais. Embora o dólar mantenha sua hegemonia, mecanismos como o uso do renminbi em transações comerciais entre Brasil e China estão sendo implementados, oferecendo alternativas e potencialmente reduzindo custos para empresas brasileiras.
Protagonismo Internacional
O Brasil busca fortalecer seu protagonismo internacional, e a parceria com a China contribui para essa meta, principalmente em questões geopolíticas como a guerra na Ucrânia. Essa cooperação abre novas oportunidades de negócios para o Brasil, inclusive na reconstrução de países afetados por conflitos.
As perspectivas comerciais entre Brasil e China são positivas. A implementação do novo arcabouço fiscal brasileiro, apesar de desafios como sua tramitação no Congresso e a necessidade de recursos adicionais (entre 100 e 150 bilhões de reais), apresenta um cenário mais claro para a busca de soluções e melhoria da eficiência fiscal. A sociedade brasileira, incluindo empresários e a imprensa, tem um papel crucial na pressão por uma solução eficaz para garantir a sustentabilidade da dívida pública.