Sobre as relações sociais nesse período, ouça o comentário de Danielle Zeoti na coluna ‘CBN Comportamento’
A pandemia impactou profundamente as relações sociais, e a perda de amigos tem se tornado uma preocupação crescente. Uma pesquisa recente mostrou que 21% dos brasileiros entrevistados relataram ter apenas um amigo e que esse número diminuiu após a pandemia.
Amizades e Saúde Mental: Uma Conexão Essencial
A redução nas amizades preocupa especialistas em saúde mental, pois as relações interpessoais são fundamentais para o bem-estar. Estudos comprovam que a qualidade das amizades impacta diretamente na longevidade e na qualidade de vida, superando fatores como alimentação, sono e genética. A interação social promove a liberação de ocitocina, o hormônio do amor, que reduz a pressão arterial, os batimentos cardíacos e fortalece o sistema imunológico.
O Impacto do Mundo Virtual e a Importância do Contato Real
Embora a tecnologia facilite a comunicação, o contato virtual não substitui a interação presencial. Abraços, apertos de mão, sorrisos e conversas olho no olho são essenciais para a liberação de ocitocina e, consequentemente, para a saúde física e mental. A pandemia intensificou o distanciamento social, e muitas pessoas relatam dificuldades em retomar o contato físico e a espontaneidade nas relações.
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A retomada dos laços de amizade é crucial para a saúde mental e o bem-estar. Cultivar amizades, priorizando encontros presenciais e a interação genuína, contribui para uma vida mais saudável e feliz. Não se trata apenas da quantidade de amigos, mas sim da qualidade das relações e da disponibilidade para estar verdadeiramente presente na vida uns dos outros. A felicidade e a saúde não dependem de riqueza ou genética, mas sim da nossa capacidade de conexão humana.