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Você provavelmente já ouviu falar em ‘harmonização facial’, mas sabe do que ela se trata?

Sobre o que caracteriza esses procedimentos, ouça a entrevista com o cirurgião plástico Carlos Eduardo Fagotti
harmonização facial
Sobre o que caracteriza esses procedimentos, ouça a entrevista com o cirurgião plástico Carlos Eduardo Fagotti

Sobre o que caracteriza esses procedimentos, ouça a entrevista com o cirurgião plástico Carlos Eduardo Fagotti

A harmonização facial, procedimento estético em alta, promete um rosto mais jovial, livre de rugas e imperfeições. Mas nem sempre o resultado é o esperado, e nem sempre é o procedimento mais indicado para todos. Conversamos com o Dr. Carlos Eduardo Fagotti, cirurgião plástico do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, para esclarecer dúvidas sobre o assunto.

Análise Facial e Harmonização

O Dr. Fagotti explica que a harmonização facial é uma técnica de preenchimento que busca o alinhamento e correção dos ângulos da face, promovendo harmonia e beleza. Antes do procedimento, é feita uma análise minuciosa das proporções faciais, tanto vertical quanto horizontal, identificando as áreas que precisam de ajustes para alcançar um equilíbrio e simetria. O médico ressalta a importância de evitar exageros, pois isso pode levar a resultados desarmônicos e até perigosos.

Técnicas de Harmonização: Cirúrgica e Não Cirúrgica

Existem duas principais técnicas: a não cirúrgica, realizada com preenchedores temporários (com duração de um a dois anos) aplicados via injeção em consultório; e a cirúrgica, que utiliza a própria gordura do organismo (lipoenxertia facial), necessitando de ambiente cirúrgico, anestesista e monitoramento adequado. O médico alerta para os riscos da busca por procedimentos mais baratos, sem a garantia de segurança e profissionais capacitados, enfatizando a importância de escolher um profissional qualificado para garantir a segurança do paciente e a possibilidade de correção de eventuais complicações.

Limites e Considerações Importantes

O Dr. Fagotti destaca a necessidade de uma avaliação individualizada para determinar as áreas de intervenção e o limite de cada procedimento. Ele cita o peeling de fenol, um procedimento químico mais profundo, que requer ambiente cirúrgico, monitoramento e avaliação cardiológica prévia devido aos seus riscos. Sobre a idade ideal, o médico explica que a partir dos 35 anos, com a perda natural de colágeno e elastina, os sinais de envelhecimento começam a se acentuar, tornando-se um momento oportuno para considerar procedimentos de harmonização. Finalmente, ele reforça a importância da suspensão imediata do uso de qualquer produto em caso de alergia e a busca por orientação médica para minimizar riscos. A harmonização facial pode amenizar os sinais do envelhecimento, mas não substitui procedimentos cirúrgicos mais complexos, que podem ser necessários futuramente para resultados mais duradouros.

A busca por procedimentos estéticos é crescente, mas a orientação e o esclarecimento profissional são fundamentais para garantir a segurança e a satisfação do paciente. A escolha de um profissional qualificado é crucial para um resultado harmônico e seguro.

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