Quem fala sobre os sintomas, diagnóstico e tratamentos é a psicóloga Danielle Zeoti na coluna ‘CBN Comportamento’
Uma tragédia ocorrida em uma escola estadual de Cambé, Paraná, reacendeu o debate sobre segurança em instituições de ensino. Dois adolescentes foram mortos por um atirador de 21 anos, que, segundo sua família, sofria de esquizofrenia. Dias depois, o atirador foi encontrado morto em sua cela na Casa de Custódia de Londrina.
O que é Esquizofrenia?
A psicóloga Daniela Zeote explica que a esquizofrenia é um transtorno mental crônico que afeta cerca de 1% da população mundial, causando prejuízos à qualidade de vida e ao rendimento do indivíduo. O diagnóstico envolve a identificação de um episódio psicótico, caracterizado por delírios (falsas crenças) e alucinações (alterações na percepção sensorial, como ouvir vozes).
Sintomas e Tratamento
Os sintomas incluem comportamento desorganizado, alterações na fala e no sono, e mudanças no apetite. A duração mínima desses sintomas para o diagnóstico é de um mês. Embora a esquizofrenia não tenha cura, ela é controlável com tratamento multidisciplinar, incluindo medicação (antipsicóticos), psicoterapia e o apoio familiar. A psicóloga destaca que a cada surto, o paciente sofre perdas cognitivas, não retornando ao mesmo nível de funcionamento anterior. É importante ressaltar que nem todos os pacientes com esquizofrenia são agressivos; a agressividade, quando presente, geralmente está ligada a delírios e alucinações.
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Vivendo com Esquizofrenia
A psicóloga enfatiza a importância do diagnóstico precoce e do tratamento contínuo para uma melhor qualidade de vida. Com o tratamento adequado, é possível ter uma vida plena, incluindo trabalho e relacionamentos. A família desempenha um papel crucial no suporte ao paciente, auxiliando no tratamento e na administração da medicação. A esquizofrenia, apesar de ser uma doença crônica, não define a pessoa, e com o tratamento correto, é possível controlar os sintomas e levar uma vida produtiva e significativa.