José Carlos de Lima Júnior faz uma justificativa do aumento na coluna ‘CBN Agronegócio’; ouça mais informações!
Os preços do café estão em alta, e o consumidor brasileiro deve se preparar para pagar mais caro pela bebida nos próximos meses. De acordo com informações da CBN Agronegócio, as cotações do contrato futuro do café para março de 2023 tiveram um salto expressivo de quase 10% em apenas duas ou três semanas, acumulando uma valorização de mais de 25% em relação a períodos anteriores.
Causas da alta nos preços do café
Vários fatores contribuem para esse aumento de preços. Um deles é a entrada do período de safra do café, que começa nos próximos meses. A seca nos meses de setembro e outubro de 2022 prejudicou a floração das plantas, comprometendo a produtividade da safra de 2023. Além disso, os estoques de café estão extremamente baixos, resultado de eventos como a geada de alguns anos atrás. Por fim, a produção mundial de café também está em risco, o que contribui para uma oferta menor no mercado.
Impacto no consumidor
Com estoques baixos e oferta reduzida, mesmo com o consumo se mantendo estável, o aumento de preço é inevitável. A alta afeta tanto o café arábica, o mais consumido, quanto o robusta, usado em blends. A expectativa é que o consumidor sinta o impacto no preço final a partir de julho, pagando mais caro pelo quilo do café.
Leia também
Cenário atual e perspectivas futuras
A situação é preocupante, especialmente para os produtores que sofreram perdas significativas com as condições climáticas adversas. Muitos tiveram que recorrer a empréstimos para cobrir prejuízos, e o aumento do preço do café é visto como uma forma de compensar essas perdas. Embora parte do aumento seja absorvida pelos produtores, o consumidor final, inevitavelmente, arcará com uma parcela significativa desse aumento, pagando mais por cada xícara de café nos próximos meses.