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Em 15 de novembro, o Brasil comemora a Proclamação da República, ocorrida em 1889. Este evento marcou a transição do regime monárquico, vigente desde 1822, para um regime republicano, resultado da mobilização de militares e civis republicanos.
Protagonistas da Proclamação
A proclamação contou com a participação de três grupos principais: a elite que já atuava na administração pública durante a monarquia; os militares, influenciados pelo positivismo; e a elite econômica, especialmente a oligarquia cafeeira paulista. Houve uma grande disputa entre esses grupos, com figuras importantes como Deodoro da Fonseca (líder militar e figura central na proclamação) e Benjamin Constant (ideólogo republicano). A construção de uma nova identidade nacional, com novos símbolos, visava deixar para trás a memória do regime monárquico.
Contexto Político e Social
O Império Brasileiro vivia um momento de crise. A Guerra do Paraguai deixou o país endividado, e crises religiosas e a abolição da escravatura agravaram a situação. A fragilidade do Império, com um imperador idoso e a sucessão incerta, facilitou o plano dos republicanos. A abolição da escravatura, embora necessária, deixou milhares de negros à própria sorte, sem inclusão social, criando um cenário social complexo. A mudança para a República, embora bem-vinda por muitos, não foi compreendida imediatamente por toda a população.
A República e a Política Atual
A ideia de república, baseada na coisa pública, envolve princípios como igualdade (personalidade), transparência e separação dos poderes. A polarização política, presente na época da proclamação e ainda hoje, é inerente à democracia, mas deve ser administrada por meio de leis e instituições republicanas para evitar conflitos e garantir a civilidade. A busca pela consolidação desses princípios republicanos é um processo contínuo, que exige aperfeiçoamento constante da nação.



