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Você sabe como aliviar a cólica em bebês?

Ouça a coluna 'CBN Filhos e Companhia', com Luciana Herrero
cólica em bebês
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As cólicas em bebês são um desafio tanto para os pequenos quanto para os pais, que se angustiam diante do sofrimento dos filhos. A pediatra e orientadora familiar Luciana Herrero nos ajuda a entender melhor esse problema.

O que são as cólicas?

A cólica se manifesta quando o bebê chora intensamente, fica vermelho e dobra as pernas, como se estivesse fazendo força. Esses episódios costumam ocorrer no final da tarde ou à noite, e podem ser muito difíceis de lidar. Muitas mães se sentem ansiosas e até culpadas por não conseguirem acalmar o bebê, mas é importante lembrar que essa é uma fase comum.

As causas das cólicas: além do sistema gastrointestinal

Por muito tempo, a cólica foi atribuída à imaturidade do sistema gastrointestinal do bebê, que ainda não está completamente formado ao nascer. No entanto, uma pesquisa recente nos Estados Unidos revelou que, em muitos casos, o problema pode estar relacionado ao estresse e à hiperestimulação. Os bebês que passam por situações de estresse elevado podem apresentar desconfortos e choros semelhantes aos da cólica gastrointestinal. É como se fosse uma “cólica neurológica”, causada pela dificuldade do bebê em se adaptar ao ambiente externo, com seus barulhos, cheiros e à sensação de fome.

Dicas para aliviar as cólicas

Seja qual for a causa da cólica, algumas medidas podem ajudar a aliviar o desconforto do bebê. É importante respeitar o tempo de adaptação do bebê ao mundo exterior, evitando levá-lo a lugares com muita agitação. Durante a crise, experimente tirar a roupinha do bebê e colocá-lo em contato pele a pele com você. O colo do pai também pode ser muito eficaz. Outras opções são colocar uma bolsa térmica morna na barriga do bebê ou embalá-lo suavemente, cantando em voz baixa. Manter a calma e a tolerância ao choro é fundamental para atravessar essa fase.

É importante evitar o uso de remédios em pó à base de sacarose, pois eles podem causar obesidade e piorar o desconforto gastrointestinal. Chás de qualquer tipo também não são recomendados, e balanços bruscos devem ser evitados. Lembre-se que o humor do cuidador também influencia o bebê, por isso, procure manter a calma e, se precisar, peça ajuda ao seu parceiro ou a um familiar.

Com paciência e as estratégias adequadas, é possível minimizar o sofrimento do bebê e tornar essa fase mais tranquila para toda a família.

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