Oftalmologista, Mônica Alves, explica quais são os fatores que contribuem para doença, que atinge principalmente as mulheres
A doença do olho seco, tema abordado no programa Saúde e Bem Estar, afeta significativamente a população, principalmente mulheres. A irritação, secura e ardência nos olhos são sintomas comuns, intensificados pelo uso prolongado de computadores, ar condicionado e exposição à fumaça e poeira.
Fatores de Risco e Sintomas
Segundo a Dra. Mônica Alves, oftalmologista, professora e pesquisadora, as disfunções hormonais, como menopausa e terapia de reposição hormonal, são fatores de risco importantes, afetando a produção lacrimal. Outros sintomas incluem vermelhidão, coceira, intolerância ao ar condicionado e sensação de corpo estranho nos olhos. É crucial diferenciar o olho seco de alergias e conjuntivites, também prevalentes em épocas de baixa umidade.
Prevenção e Tratamento
Para prevenir o olho seco, a hidratação é fundamental, tanto internamente (beber água) quanto externamente. A Dra. Alves recomenda o uso de colírios lubrificantes para repor a lágrima, especialmente em casos de evaporação excessiva devido ao tempo seco ou uso de telas. Evitar coçar os olhos é crucial para não agravar o quadro, podendo causar microtraumas e infecções. Compressas geladas e soro fisiológico podem aliviar os sintomas, mas remédios caseiros, como chás, devem ser evitados, pois podem causar danos.
Cuidados e Conscientização
Julho é o mês turquesa, dedicado à conscientização sobre o olho seco. Embora existam formas graves da doença, as formas mais brandas são comuns e merecem atenção. Se você sente desconforto ocular, procure um oftalmologista. A prevenção, o tratamento adequado e a conscientização são essenciais para o bem-estar ocular, especialmente em épocas de baixa umidade do ar.



