Quem explica como funciona o índice e traz detalhes sobre a reunião do Conselho Monetário Nacional é Nelson Rocha Augusto
O Conselho Monetário Nacional (CMN) reúne-se hoje para definir a meta de inflação para os próximos anos. Atualmente, a meta para 2024 é de 3%, com variação permitida de 1,5% para mais ou para menos.
Meta de Inflação para 2026
A lei exige que a meta para 2026 seja definida até 30 de junho. Espera-se que o CMN mantenha a meta em 3%, alinhada com os anos seguintes. Essa decisão, embora pareça simples, impacta as expectativas dos agentes econômicos e as decisões sobre taxas de juros.
Flexibilidade e Banda de Variação
O sistema brasileiro utiliza metas de inflação por ano calendário, exigindo o cumprimento da meta em cada ano. Uma proposta seria adotar metas com objetivos, permitindo maior flexibilidade ao Banco Central para atingir a meta a médio prazo. Ampliar a banda de variação permitida, atualmente em 1,5%, para 1,75% ou até 2% também traria mais segurança para o Banco Central, especialmente considerando a indexação e volatilidade de preços no Brasil. Isso permitiria ao Banco Central navegar com mais segurança, reduzindo os impactos negativos de choques externos, como variações no preço do petróleo.
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Pressões Políticas e Perspectivas Futuras
Há pressões políticas para elevar a meta de inflação, com alguns membros do governo defendendo uma meta mais alta (acima de 3%). Entretanto, o Ministério da Fazenda parece defender uma meta mais baixa. Um especialista consultado defende que o CMN seja menos influenciado pela política, priorizando uma inflação baixa, benéfica para a sociedade. Dados recentes apontam para uma alta probabilidade de redução da taxa de juros em atrássto, possivelmente em 0,5%, devido à queda significativa da inflação, com o IGP-M negativo em junho (-1,93%) e -6,86% nos últimos 12 meses. Essa queda na inflação de atacado deve refletir na inflação de varejo em breve.