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Você sabe como funciona a coordenadoria antirracista de um clube?

João Túbero conversa com Priscila Almeida, coordenadora de políticas antirracistas da Ferroviária; confira o programa de hoje!
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João Túbero conversa com Priscila Almeida, coordenadora de políticas antirracistas da Ferroviária; confira o programa de hoje!

João Túbero conversa com Priscila Almeida, coordenadora de políticas antirracistas da Ferroviária; confira o programa de hoje!

A CBN Ribeirão Preto recebeu Priscila Almeida, coordenadora de políticas antirracistas da Ferroviária, para discutir o combate ao racismo no futebol. A entrevista, parte do programa “Nas Quatro Linhas”, abordou a criação da coordenadoria, as ações implementadas pelo clube e a importância da participação de toda a sociedade na luta antirracista.

A Coordenadoria de Políticas Antirracistas da Ferroviária

Priscila detalhou a trajetória que a levou a assumir o cargo em outubro de 2022. Inicialmente assistente social do clube desde 2019, trabalhando com as categorias de base, ela identificou a necessidade de um trabalho mais focado no combate ao racismo. O acolhimento dos atletas, com atenção às questões sociais, incluindo o racismo, é um ponto crucial. Priscila descreveu ações como visitas virtuais ao Museu Afro Brasil durante a pandemia e palestras, buscando conscientizar e educar os atletas sobre a questão racial.

Combate ao Racismo: Ações e Desafios

A coordenadoria, ainda em desenvolvimento, busca ir além do âmbito do clube, envolvendo a comunidade e a torcida organizada. Priscila destacou a parceria com o Centro de Referência Afro em Araraquara e a realização de formações em letramento racial para agentes comunitários. Ela analisou criticamente a forma como as instituições têm combatido o racismo, apontando a necessidade de ações mais efetivas, inclusive utilizando as leis existentes, e a importância da participação de pessoas brancas nesse processo.

Um Debate Necessário

A entrevista finalizou com uma reflexão sobre a resistência de alguns em misturar política e futebol, enfatizando que a omissão também é uma postura política. Priscila argumentou que o conhecimento da história do racismo no Brasil é fundamental para entender a sua persistência e a necessidade de uma mudança profunda, que envolve a participação de toda a sociedade, incluindo pessoas brancas, para construir um ambiente verdadeiramente antirracista. A importância da representatividade em todas as esferas do futebol, desde jogadores até dirigentes, foi destacada como um passo crucial para essa transformação.

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