Sobre o tema confira a entrevista de João Túbero com a coordenadora da base da AFE Rafaela Esteves no ‘Nas Quatro Linhas’
O programa Nas Quatro Linhas da CBN entrevistou Rafael Esteves, coordenadora das categorias de base do futebol feminino da Ferroviária, para discutir a formação de jovens jogadoras.
Formação Integral: Além do Esporte
O projeto da Ferroviária prioriza a formação humana, além da esportiva. O clube busca lapidar atletas, independentemente do seu nível inicial, oferecendo oportunidades e continuidade em seu desenvolvimento. A coordenadora destaca a importância de um projeto forte que abrange todas as categorias, permitindo transições naturais para o time profissional e preparando as jogadoras para um mercado cada vez mais competitivo.
Mercado em Transformação: Transferências e Salários
Rafael Esteves prevê um aumento nas negociações e valores de transferências de atletas no futebol feminino, impulsionado pelos bons resultados e visibilidade das jogadoras. Ela destaca a importância de contratos de formação que garantem segurança e estabilidade para as atletas, contribuindo para seu desenvolvimento e desempenho. A experiência da Ferroviária com a transição bem-sucedida de jogadoras da base para o profissional, como o caso de Aline Gomes, ilustra o sucesso dessa estratégia.
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Captação e Desenvolvimento: Um Modelo Inovador
A Ferroviária utiliza um sistema de captação multifacetado, incluindo seletivas direcionadas, seletivas na cidade e parcerias com projetos esportivos. Esse processo abrange mais de mil atletas anualmente, resultando na integração de talentosos jogadores ao clube. A coordenadora ressalta a importância de um modelo de jogo definido para as categorias de base, alinhado com o time profissional, facilitando a transição das atletas. No entanto, ela também destaca a adaptação do estilo de jogo às características individuais de cada atleta e a importância do trabalho integrado entre as categorias.
A Ferroviária se destaca por sua estrutura de apoio às atletas, incluindo um departamento de desenvolvimento humano com psicóloga e assistente social, que oferecem suporte integral às jogadoras, considerando aspectos sociais e emocionais, além do desempenho esportivo. O clube se posiciona como antirracista, anti-homofóbico e contra o machismo, integrando esses valores ao seu trabalho diário. A estrutura do clube inclui categorias sub-12, sub-14, sub-15, sub-16, sub-17 e sub-20, com comissões técnicas específicas e integração entre as categorias para otimizar o processo de transição para o time profissional.