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Você sabe como funciona a produção de ‘borracha natural’ no Brasil?

Produto, que é essencial no dia a dia, vem da extração da látex; entenda mais sobre essa atividade no 'EP Agro'!
Você sabe como funciona a produção
Produto, que é essencial no dia a dia, vem da extração da látex; entenda mais sobre essa atividade no 'EP Agro'!

Produto, que é essencial no dia a dia, vem da extração da látex; entenda mais sobre essa atividade no ‘EP Agro’!

O cultivo de seringueiras e a produção de látex no Brasil foram o foco do primeiro episódio do EP Agro de 2025. Na região de Barretos, Você sabe como funciona a produção, no interior paulista, muitas famílias vivem da extração do látex, um líquido branco obtido por cortes na casca da seringueira, que é matéria-prima para diversos produtos, como pneus, solas de sapatos, seringas e tampas de medicamentos.

Segundo a agricultora Teresa Marcia Morais, Você sabe como funciona a produção, que trabalha há mais de 30 anos em seringais, a produção de borracha natural enfrenta desafios relacionados à oscilação dos preços, influenciada pela concorrência com produtos importados e condições climáticas adversas. O Brasil produz atualmente cerca de 40% da borracha que consome, e o preço do quilo do látex chegou a mais de R$ 5 em novembro de 2024.

Dados do IBGE indicam que o país conta com mais de 29 mil trabalhadores na extração de látex, mas os produtores afirmam que ainda faltam cerca de 8 mil pessoas para atender à demanda, apontando espaço para crescimento no setor. Em uma usina de borracha localizada em Europeia, no noroeste paulista, o látex passa por um processo de secagem e transformação até virar o granulado escuro (GEB), utilizado principalmente na fabricação de pneus.

O coordenador da usina, Renato Arantes, destaca que o mercado exige alta qualidade do produto, com análises laboratoriais para garantir os padrões exigidos pela indústria automobilística.

Aspectos ambientais e sociais do cultivo de seringueiras

O especialista Cássio Escomparim ressalta que o cultivo da seringueira é uma atividade perene que contribui para o reflorestamento e a sustentabilidade ambiental, diferentemente de culturas anuais como soja e milho. A seringueira ajuda na absorção de carbono e mantém um ambiente favorável à biodiversidade local.

O casal Marcos e Ana Blanco Araújo, que iniciou o plantio do seringal em 1988, relata a importância da atividade para sua história de vida, apesar dos altos e baixos do mercado.

Previsão do tempo e impactos no agronegócio: O agro-meteorologista Marco Antônio dos Santos informou que o início de 2025 deve registrar chuvas regulares nas regiões de Campinas e Ribeirão Preto, com poucas interrupções superiores a quatro ou cinco dias. As condições climáticas, com temperaturas mais amenas e maior umidade, são favoráveis ao desenvolvimento das lavouras e à recuperação dos mananciais, que estavam em níveis baixos em 2024.

Por outro lado, o clima úmido pode aumentar a pressão de doenças nas plantações, exigindo que os produtores aproveitem os períodos de tempo seco para realizar pulverizações e proteger as culturas.

Mercado de feijão, milho e carne brasileira

O preço do feijão preocupa os agricultores devido à queda na qualidade dos grãos, causada por chuvas excessivas no Sul e Sudeste do Brasil. Essa situação tem provocado desvalorização do produto nas principais praças, como Paraná, São Paulo e Minas Gerais, afetando tanto o feijão preto quanto o carioquinha.

Em relação ao milho, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos projeta uma produção brasileira de 128 milhões de toneladas na safra 2024-2025, um aumento de 1 milhão de toneladas em relação ao ciclo anterior, com área plantada estimada em 22,3 milhões de hectares. As exportações podem alcançar 48 milhões de toneladas, embora a cigarrinha do milho continue sendo uma praga preocupante para a produtividade.

Quanto ao mercado de carne, a China, um importante comprador brasileiro, iniciou em dezembro de 2024 uma investigação sobre as importações para verificar se o volume importado prejudica a indústria local. A medida ocorre em meio a um cenário de deflação na China, com queda nos preços da carne e redução do consumo, efeitos que se relacionam com o período de restrições da pandemia de Covid-19 e políticas internas para tentar elevar os preços.

O governo brasileiro, por meio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, do Itamaraty e do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, está elaborando um documento para apresentar à China, com prazo de 20 dias a partir de 30 de dezembro de 2024, para demonstrar que as exportações brasileiras não prejudicam a indústria chinesa.

Programa do governo para impulsionar a produção de arroz: Em Brasília, a repórter Viviane Abreu informou que o governo lançou um programa para aumentar a produção de arroz no país, especialmente em áreas anteriormente cultivadas. A iniciativa oferece acesso a crédito, juros reduzidos, suporte técnico e garantia de comercialização, além de facilitar a aquisição de tecnologias como máquinas agrícolas e silos para secagem do grão.

O programa será implementado inicialmente em 36 territórios, abrangendo 148 municípios em 17 estados, incluindo Minas Gerais, e pretende beneficiar 10 mil famílias produtoras. A lista dos municípios participantes e a data para liberação das linhas de crédito ainda não foram divulgadas. Em 2024, o Brasil produziu 10 milhões de toneladas de arroz, um aumento de 2,5% em relação ao ano anterior.

Informações adicionais

O EP Agro é um programa do Grupo EP que aborda temas relacionados ao campo e ao agronegócio, com exibição na IPTV às 7h15 e na CBN às 9h30 aos sábados.

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