Ouça a coluna ‘CBN Saúde e Bem-Estar’ com Carla Iaconelli
A busca pelo congelamento de óvulos cresceu significativamente durante a pandemia, com um aumento médio de 40% nas clínicas de reprodução assistida do Brasil. Embora existam dados sobre o congelamento de embriões, informações oficiais sobre o número de óvulos congelados são escassas.
O que é Reprodução Assistida?
A reprodução assistida, segundo a Dra. Carla Iaconeli, especialista em medicina reprodutiva, é a assistência médica oferecida a casais que enfrentam dificuldades para engravidar. A evolução da área permite tratar não apenas casais, mas também mulheres que desejam congelar seus óvulos.
A Reprodutividade Feminina: Um Tema Pouco Discutido?
A médica explica a dificuldade em obter dados oficiais sobre o congelamento de óvulos: ao contrário dos embriões, que precisam de notificação obrigatória, os óvulos são células, tornando a contagem e o acompanhamento mais complexos. A falta de controle oficial dificulta a compreensão da real dimensão do procedimento.
Leia também
Preservando a Fertilidade
As mulheres buscam o congelamento de óvulos como forma de preservar a fertilidade e garantir a possibilidade de engravidar futuramente. A Dra. Iaconeli destaca que a quantidade de óvulos é limitada e a menopausa pode afetar drasticamente a capacidade reprodutiva. O congelamento permite que as mulheres “congelem o tempo”, preservando a qualidade dos óvulos em uma idade mais jovem, para uso posterior, mesmo após a menopausa.
Em resumo, o congelamento de óvulos se apresenta como uma alternativa para mulheres que desejam adiar a maternidade ou que buscam garantir a possibilidade de engravidar no futuro, mesmo com a diminuição da fertilidade relacionada à idade. A falta de dados oficiais, no entanto, torna difícil avaliar a verdadeira escala desse procedimento no Brasil.


