Conteúdo é produzido pelos profissionais de redes sociais; Clayton Guimarães traz os detalhes no ‘CBN Empreende’
A Creator Economy, Você sabe como funciona e quais os personagens da ‘Creator Economy’?, ou economia dos criadores digitais, é um conceito que vem ganhando destaque no universo do marketing e das redes sociais. Trata-se de um ecossistema formado por pessoas que produzem conteúdos para plataformas como YouTube, TikTok e Instagram, influenciando diretamente o consumo e o comportamento dos usuários dessas redes.
Segundo Cleiton Guimarães, especialista no assunto, a popularização dessa economia está ligada ao consumo crescente de conteúdos digitais, que são apresentados aos usuários de forma personalizada por meio de algoritmos e inteligência artificial. Essas tecnologias cruzam dados para mostrar conteúdos que atendem aos interesses e preferências individuais, aumentando o engajamento e a interação do público.
Impacto e alcance da Creator Economy
O fenômeno dos influenciadores digitais, que são os principais atores da Creator Economy, vai além da simples divulgação comercial. Eles combinam entretenimento e informação, criando conexões com seus seguidores que compartilham valores, comportamentos e interesses semelhantes. Essa relação é explicada, em parte, pela teoria dos espelhos do psicanalista francês Jacques Lacan, que sugere que as pessoas enxergam nos outros características que também possuem.
Globalmente, cerca de 50 milhões de pessoas trabalham como criadores de conteúdo digital. O Brasil é o segundo país com o maior número de influenciadores digitais, contabilizando aproximadamente 10,4 milhões, conforme pesquisa da Nielsen. Destes, cerca de 500 mil possuem pelo menos 10 mil seguidores, um marco que pode indicar maior potencial de monetização.
Monetização e potencial econômico: Em termos financeiros, a Creator Economy movimenta cifras expressivas. Estimativas indicam que o faturamento global pode alcançar cerca de R$ 105 bilhões em 2024. Essa receita é gerada por meio de diversas estratégias, incluindo parcerias com marcas, vendas de produtos, eventos ao vivo e outras formas de engajamento comercial.
Uma das características que torna esse modelo de trabalho revolucionário é a possibilidade de monetização autônoma. Plataformas como Hotmart mostram que produtores de conteúdo digital têm uma média mensal de faturamento em torno de R$ 12 mil, enquanto grandes influenciadores podem atingir ganhos mensais na casa dos milhões.
Influência nas decisões de consumo
Estudos recentes, como o realizado pela plataforma Lttk em parceria com o Retail Analytics Council da Northwestern University, apontam que 73% da geração Z recorrem a criadores de conteúdo para tomar decisões de compra. Entre os millennials, esse percentual é de 68%, e entre a população geral, 57%. Isso demonstra a relevância dos influenciadores na jornada do consumidor, especialmente quando recomendam produtos ou serviços alinhados ao estilo de vida e interesses do público.
O sucesso desses influenciadores está relacionado à construção de uma comunicação humanizada e confiável. Diferentemente dos anúncios tradicionais, que podem ser percebidos como invasivos, o conteúdo produzido pelos criadores é visto como mais autêntico e respeitoso, o que fortalece a relação com a audiência e aumenta as chances de conversão.
Desafios e perspectivas futuras: Apesar das oportunidades, alcançar um grande número de seguidores não é uma tarefa simples e requer dedicação na produção de conteúdos relevantes. Muitas vezes, os criadores já possuem conhecimento ou expertise em determinados temas, utilizando a internet como meio para ampliar seu alcance.
Além disso, a expansão da Creator Economy tem possibilitado a formação de redes colaborativas, onde profissionais trabalham remotamente para aumentar a visibilidade dos conteúdos em diferentes formatos, como stories, reels e feeds, atingindo públicos segmentados.
Para os iniciantes e para aqueles que atuam em nichos específicos, há espaço para firmar parcerias e divulgar produtos ou serviços, desde que consigam construir uma audiência engajada e confiável.
Nos próximos anos, é esperado um processo de profissionalização dos influenciadores, com marcas buscando parcerias mais duradouras e uma diversificação maior dos tipos de criadores, incluindo nichos especializados. Um fator que promete transformar esse cenário é a inteligência artificial, que deve assumir funções atualmente desempenhadas por humanos na criação e distribuição de conteúdos.
Entenda melhor
- Creator Economy: Ecossistema de criadores de conteúdo digital que monetizam sua produção em plataformas online.
- Influenciadores digitais: Pessoas que produzem conteúdo e influenciam o comportamento e decisões de compra de seus seguidores.
- Monetização: Pode ocorrer por meio de parcerias, vendas, eventos e outras estratégias comerciais.
- Impacto social: Influenciadores criam conexões baseadas em interesses e valores compartilhados, aumentando a confiança do público.
- Futuro: A inteligência artificial deve desempenhar papel crescente na criação e distribuição de conteúdo.