Termo é uma figura de linguagem que consiste na repetição no início de uma frases; ouça o ‘CBN Papo Certo’ com a Lígia Boareto
A figura de linguagem anáfora, tema de nosso artigo, é um recurso estilístico que consiste na repetição de palavras ou estruturas frasais no início de orações ou períodos sucessivos. Seu objetivo principal é enfatizar uma ideia, sentimento ou situação, conferindo ênfase e ritmo ao texto.
Identificando a Anáfora
A anáfora é facilmente identificada pela repetição de palavras ou grupos de palavras no início de frases ou versos. Um exemplo clássico é a música “Águas de Março”, de Tom Jobim, onde a repetição de estruturas frasais como “É pau, é pedra, é o fim do caminho” cria um efeito de ênfase e ritmo. A repetição não se limita a uma única palavra; pode envolver expressões ou até mesmo estruturas frasais mais complexas, como em “O que não tem governo, nem nunca terá; O que não tem vergonha, nem nunca terá”, de Chico Buarque.
Anáfora e Outros Recursos
É importante diferenciar a anáfora de outros recursos estilísticos, como o pleonasmo. Enquanto a anáfora repete palavras ou estruturas para criar ênfase, o pleonasmo repete ideias, como em “subir para cima” ou “entrar para dentro”. A anáfora também pode ser confundida com a coesão textual, especialmente quando a repetição se dá no final da frase ou retomando termos já citados. No entanto, a anáfora como figura de linguagem prioriza o efeito estilístico, enquanto a anáfora coesiva foca na conexão entre partes do texto.
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O domínio da anáfora, assim como de outras figuras de linguagem, é fundamental para a produção de textos mais expressivos e eficazes. Sua utilização em provas e concursos geralmente se dá em questões de múltipla escolha, onde o candidato precisa identificar a figura de linguagem presente em um trecho de texto. A capacidade de reconhecer e utilizar a anáfora demonstra um bom conhecimento da língua portuguesa e contribui para a construção de textos mais ricos e impactantes.