Confira os detalhes no ‘Oficina de Palavras’, com Luiz Puntel
Neste Dia Internacional da Mulher, o professor Luiz Puntel analisou a luta feminina contra o machismo estrutural, presente em diversas esferas da vida, da escola ao trabalho.
Machismo Estrutural: Uma Análise das Palavras
O machismo estrutural se manifesta em comentários cotidianos que menosprezam a mulher. Frases como ‘coitada, ela é mal amada’ ou ‘hoje ela está de TPM’ revelam uma visão distorcida da personalidade feminina e de sua saúde. Expressões como ‘ela é mulher do fulano’ demonstram a ideia de posse masculina, enquanto a tradição do vestido branco de noiva simboliza a pureza e virgindade esperadas da mulher.
Outros exemplos incluem o pai que leva a filha ao altar, a representação da mulher sendo carregada pelo noivo, e a crença de que os pais são mais altos que as filhas, associando altura a poder. A reação de riso quando uma aluna menciona que sua mãe é mais alta que o pai evidencia a perpetuação dessas normas.
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Mainsplaining e Equidade Salarial: Obstáculos na Luta Feminina
O termo ‘man’s plaining’, quando um homem interrompe uma mulher para explicar algo que ela já estava explicando, demonstra a falta de reconhecimento de suas capacidades. A luta pela equidade salarial também é um grande desafio, com previsões de que a igualdade salarial entre homens e mulheres só será alcançada daqui a 200 anos.
A Luta Continua
O feminicídio, a necessidade de uma lei específica para criminalizar o assassinato de mulheres por serem mulheres, e a persistência do machismo estrutural em famílias e no ambiente profissional demonstram que a luta por um mundo mais justo e igualitário ainda está longe de terminar. Mais do que flores, as mulheres querem respeito, e a luta por direitos e igualdade deve continuar diariamente.