Infecção na pele é de difícil tratamento e pode acometer pessoas de todas as idades; ouça o dermatologista Weber Coelho
A erisipela, doença que recentemente ganhou destaque na mídia após o caso do presidente Jair Bolsonaro, é um processo infeccioso da pele e do tecido celular subcutâneo. Entender suas causas, sintomas e tratamento é crucial para prevenir e combater essa condição.
Causas e Transmissão da Erisipela
A erisipela é causada principalmente pela bactéria Streptococcus, embora outras bactérias, como Staphylococcus e Pseudomonas, possam também ser responsáveis. A infecção se inicia com uma porta de entrada na pele, que pode ser um machucado, unha encravada, micose, picada de inseto ou qualquer lesão na pele. A bactéria, muitas vezes já presente na pele, penetra através da lesão, causando inflamação. É importante destacar que a erisipela não é contagiosa, não se transmite de pessoa para pessoa.
Sintomas e Tratamento
Os sintomas da erisipela incluem vermelhidão, calor, inchaço e dor na área afetada. Febre alta, cansaço, desânimo e calafrios também podem ocorrer. Em casos graves, a infecção pode atingir a gordura subcutânea. A doença pode afetar pernas, braços, tronco e face. O tratamento é feito com antibióticos, podendo ser administrados por via oral ou intravenosa, dependendo da gravidade do caso. A erisipela tem cura e o tratamento é eficaz.
Fatores de Risco
Pessoas com diabetes, obesidade ou deficiência na circulação sanguínea nos membros inferiores têm maior propensão a desenvolver erisipela. Isso se deve a uma imunidade comprometida e à dificuldade na drenagem linfática, que facilita a proliferação de bactérias. O cuidado com a higiene e a prevenção de lesões na pele são medidas importantes para reduzir o risco da doença.
Em resumo, a erisipela é uma infecção tratável, mas a prevenção por meio do cuidado com a pele e o controle de doenças como diabetes e obesidade são fundamentais. A rápida identificação dos sintomas e a busca por tratamento médico são cruciais para uma recuperação eficiente.



