Condição dificulta a entrada da glicose nas células e leva ao aumento do açúcar no sangue; Gabriela Rossmam, nutróloga, explica
Estima-se que cerca de 40% da população adulta tenha algum grau de resistência à insulina, Você sabe o que é a, condição que pode levar ao desenvolvimento do pré-diabetes e, posteriormente, ao diabetes tipo 2. A resistência insulínica ocorre quando as células do corpo deixam de responder adequadamente à insulina, hormônio fundamental para o metabolismo da glicose.
Fatores e funcionamento da resistência insulínica
A médica nutróloga Gabriela Rosma explica que a obesidade e o aumento da porcentagem de gordura corporal são os principais fatores que desencadeiam a resistência à insulina. O excesso de gordura promove um estado inflamatório no organismo, prejudicando a resposta das células à insulina. Com isso, o pâncreas produz mais insulina para tentar compensar a dificuldade na absorção do açúcar pelo sangue, o que pode agravar o acúmulo de gordura, principalmente na região abdominal, e aumentar a sensação de fome, criando um ciclo vicioso.
Sintomas e sinais clínicos: Alguns sintomas podem indicar o aumento da insulina no organismo, como aumento da fome e da sede, cansaço e áreas de pele escurecida, conhecidas como acantose nigricans, especialmente no pescoço e axilas. Esses sinais podem ser observados clinicamente e indicam a necessidade de avaliação médica.
Importância do diagnóstico e controle: O diagnóstico precoce é fundamental para prevenir a evolução para pré-diabetes e diabetes tipo 2. A resistência insulínica é um sinal de que a obesidade já está causando complicações no organismo. A boa notícia é que, com controle do peso, redução da gordura corporal e tratamento adequado, é possível reverter o quadro. A composição corporal, incluindo a relação entre massa muscular e gordura, é um fator importante a ser avaliado, pois pessoas com peso normal podem apresentar resistência insulínica se tiverem alta porcentagem de gordura e baixa massa muscular.
Riscos associados e exames recomendados
Além do risco de diabetes, a resistência à insulina está associada a um maior risco cardiovascular, incluindo colesterol elevado, infarto e AVC. Em casos avançados de diabetes, podem ocorrer complicações graves, como perda de membros. Para diagnóstico, além dos exames comuns de glicose e hemoglobina glicada, é importante realizar a dosagem de insulina, inclusive por meio da curva de insulina, exame menos comum na rotina, mas que ajuda a identificar a condição em estágios iniciais.
Informações adicionais
Manter o check-up em dia e procurar orientação médica ao identificar sintomas são medidas essenciais para o controle da resistência insulínica e prevenção do diabetes tipo 2.


