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Você sabe o que é e como se prevenir da hanseníase?

Campanha 'Janeiro Roxo' busca conscientizar sobre essa doença; ouça a entrevista e saiba mais!
Você sabe o que é e
Campanha 'Janeiro Roxo' busca conscientizar sobre essa doença; ouça a entrevista e saiba mais!

Campanha ‘Janeiro Roxo’ busca conscientizar sobre essa doença; ouça a entrevista e saiba mais!

Janeiro Roxo é uma campanha do Ministério da Saúde que destaca a importância do diagnóstico da hanseníase. A doença é infecciosa, Você sabe o que é e, contagiosa e de evolução crônica, afetando principalmente os nervos e a pele. Embora tenha alta infectividade, poucas pessoas desenvolvem a doença. Ela é causada pela micobactéria Mycobacterium leprae e apresenta sintomas neurocutâneos, como manchas ou placas avermelhadas ou hipocrômicas na pele, com perda ou diminuição da sensibilidade, além de sintomas neurológicos como perda de sensibilidade nos membros, fraqueza muscular, formigamento e sensação de choque.

Prevenção e tratamento: Não existe vacina disponível para a hanseníase atualmente, embora estudos estejam em andamento no Brasil, como o desenvolvimento da Lepvacs. A prevenção baseia-se no diagnóstico precoce e no tratamento dos pacientes, que interrompe a cadeia de transmissão da doença. O tratamento é oferecido pelo SUS e consiste no uso de antibióticos administrados em casa, com dose supervisionada mensal na unidade básica de saúde. A duração do tratamento varia entre seis e doze meses, dependendo do tipo da doença.

Importância do diagnóstico precoce: O diagnóstico da hanseníase é essencialmente clínico, baseado na identificação de manchas na pele com perda de sensibilidade tátil, térmica e dolorosa. Exames laboratoriais podem ser solicitados, mas não são necessários para confirmação. O treinamento dos profissionais de saúde é fundamental para o reconhecimento dos sinais e sintomas, pois a doença pode se confundir com outras condições. Pacientes podem procurar diferentes especialidades médicas, como dermatologia, neurologia, ortopedia e oftalmologia.

Transmissão e estigma: A transmissão ocorre principalmente por contato íntimo e prolongado via sistema respiratório, por meio de tosse e espirro. O contato pele a pele ou beijo não transmite a doença. Existem pacientes que transmitem a hanseníase e outros que não transmitem. Após cerca de dez dias de tratamento, o paciente deixa de transmitir a doença. É importante destacar que não há necessidade de afastar o paciente da comunidade ou do trabalho, combatendo o estigma histórico associado à hanseníase.

Informações adicionais

Quando um paciente é diagnosticado com hanseníase, é realizada uma busca ativa nos familiares e contatos próximos dos últimos cinco anos para identificar e tratar possíveis novos casos. A campanha Janeiro Roxo visa conscientizar tanto a população quanto os profissionais de saúde sobre a importância do reconhecimento precoce da doença, que permanece endêmica no Brasil e deve ser monitorada durante todo o ano.

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