Ouça a coluna ‘CBN Comportamento’, com Danielle Zeoti
Estima-se que 1% da população mundial sofra com o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB). Essa prevalência pode ser ainda maior em pessoas que já estão em tratamento psiquiátrico. O transtorno é diagnosticado com maior frequência em mulheres.
O que é Transtorno de Personalidade?
Um transtorno de personalidade se caracteriza por uma alteração no modo de ser da pessoa, como se essa forma de ser fosse patológica. Não se trata de uma alteração momentânea, mas sim de uma condição crônica e duradoura, enraizada na própria personalidade do indivíduo. Existem diversos tipos de transtornos de personalidade, e o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) tem se destacado devido à sua alta prevalência e à representação em obras de ficção.
Entendendo o Transtorno de Personalidade Borderline
O termo “borderline” significa “fronteiriço”, indicando que a pessoa afetada se encontra em uma linha tênue entre comportamentos neuróticos e psicóticos. Essa instabilidade emocional é extremamente dolorosa e leva a reações desadaptativas que prejudicam tanto o indivíduo quanto aqueles que o cercam. Os sintomas incluem:
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- Instabilidade emocional: mudanças rápidas de humor ao longo do dia.
- Depressão: sentimentos de inutilidade, baixa autoestima e desânimo.
- Impulsividade: agir sem pensar, colocando-se e aos outros em situações de risco.
- Instabilidade nos relacionamentos: alternância entre idealização e desvalorização das pessoas.
- Ideação suicida crônica: pensamentos persistentes sobre suicídio.
Causas e Tratamento
As causas do TPB são multifatoriais, envolvendo aspectos biológicos (genética, neurotransmissores), psicológicos (reação a frustrações e dificuldades) e sociais (ambiente familiar, experiências na infância). O tratamento de primeira linha é a psicoterapia, pois não há medicação específica para o “jeito de ser” do indivíduo. Em muitos casos, a medicação pode ser utilizada para tratar sintomas como depressão e impulsividade. A combinação de psicoterapia e medicação é fundamental.
Indivíduos com TPB frequentemente percebem seu sofrimento e o impacto negativo que causam nos outros. No entanto, o apoio da família e dos amigos é crucial, pois a tendência é que as pessoas se afastem devido à instabilidade emocional e aos conflitos constantes. O diagnóstico do TPB não é recente, mas a conscientização sobre os transtornos de personalidade como um todo tem crescido, dada a frequência de comportamentos desadaptativos observados na sociedade. A atenção a esses transtornos é fundamental, considerando a complexidade do tratamento, que envolve psicoterapia e, em alguns casos, medicação.
O acompanhamento profissional e a compreensão do transtorno são essenciais para promover uma melhor qualidade de vida para os indivíduos afetados e seus familiares.