Fenômeno acontece quando o bebê é gerado fora da cavidade uterina; entenda quais são os diferentes tipos e cuidados necessários
A gravidez ectópica ocorre quando o embrião se desenvolve fora da cavidade uterina, Você sabe o que é uma gravidez ectópica? Uma a cada cem mulheres pode ter essa condição, sendo um fenômeno que afeta aproximadamente uma em cada 100 mulheres que engravidam. O tipo mais comum de gravidez ectópica é a tubária, que representa entre 90% e 95% dos casos, com a implantação do embrião nas trompas de Falópio. No entanto, existem outras localizações possíveis, como nos ovários, no colo do útero, na cicatriz de cesarianas anteriores e, em casos raros, na cavidade abdominal.
Tipos e localizações da gravidez ectópica
Segundo o ginecologista e obstetra Dr. Ronaldo Oliveira, a gravidez tubária é a forma mais frequente dessa condição. Já a gravidez abdominal é a mais rara e também a mais complexa, pois o desenvolvimento do feto fora do útero apresenta riscos elevados e desafios médicos significativos. Dr. Ronaldo já atendeu casos de gravidez abdominal, destacando que a continuidade da gestação nessas condições é incomum.
Caso raro de gravidez abdominal bem-sucedida: Um exemplo excepcional é o da menina Giovana Eloá, que nasceu saudável após uma gestação ectópica abdominal. A criança nasceu com 35 semanas de gestação, pesando 2.250 gramas. A mãe, que realizou o pré-natal regularmente, só descobriu junto com a equipe médica que o bebê estava se desenvolvendo fora do útero no final da gravidez. Imediatamente, ela foi internada para avaliação e planejamento cirúrgico.
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O procedimento foi complexo devido à posição da placenta, que se enroscou em vasos sanguíneos de órgãos como o intestino, formando uma massa semelhante a um tumor. A placenta, órgão responsável pela nutrição e oxigenação do feto, sustentou o bebê durante a gestação. A equipe médica incluiu um oncologista para auxiliar na retirada da placenta sem comprometer a saúde da mãe. O parto durou cerca de três horas e ocorreu sem complicações graves.
Após o nascimento, o bebê permaneceu alguns dias na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para monitoramento. Foi constatada a necessidade de fisioterapia para o reposicionamento de ossos da cabeça e das pernas, devido à falta de espaço e proteção uterina durante o desenvolvimento.
Diagnóstico e tratamento da gravidez ectópica
Dr. Ronaldo destaca que, atualmente, o diagnóstico precoce da gravidez ectópica é possível graças aos avanços nos exames laboratoriais e de imagem. A dosagem do hormônio beta-hCG, associada à ultrassonografia transvaginal realizada no primeiro trimestre, geralmente entre seis e sete semanas de gestação, permite identificar se a gravidez está localizada dentro ou fora do útero.
Em casos de sintomas como dor abdominal intensa ou sangramento vaginal, o ultrassom pode ser antecipado para avaliação imediata. O tratamento da gravidez ectópica varia conforme a localização e o estágio da gestação, podendo ser cirúrgico, clínico ou medicamentoso. O acompanhamento médico rigoroso é fundamental, pois a ruptura da gravidez ectópica pode causar emergências que exigem cuidados intensivos.
Prevenção e importância do acompanhamento médico: Embora a gravidez ectópica seja uma condição de risco, a detecção precoce e o manejo adequado aumentam significativamente as chances de evitar complicações graves. O acompanhamento médico próximo é essencial para monitorar a evolução da gestação e decidir o melhor tratamento, garantindo a segurança da paciente.
Entenda melhor
A gravidez ectópica é uma condição em que o embrião se implanta fora do útero, sendo a trompa de Falópio o local mais comum. A gravidez abdominal é rara e apresenta desafios médicos, mas casos de sucesso, como o da menina Giovana Eloá, demonstram a importância do diagnóstico precoce e do tratamento multidisciplinar.



