Professor de português esclarece algumas dúvidas e dá dicas para dominar a nova ortografia
As novas regras ortográficas, em vigor desde o início de 2016, continuam a gerar dúvidas, especialmente entre estudantes que se preparam para vestibulares. Uma pesquisa rápida revela que a confusão é generalizada, afetando até mesmo aqueles que não estão diretamente ligados a exames.
O que Mudou?
Uma das principais mudanças reside no uso do hífen, que foi alterado em diversas situações. Palavras que antes eram separadas por hífen, como “contra regra”, atrásra são grafadas juntas (“contrarregra”), com o “r” dobrado. Expressões como “dia a dia” e “festa feira” perderam o hífen. No entanto, prefixos como “grão” e “grã” em nomes como “Grã-Bretanha” mantêm o uso do hífen.
Acentos: O que Ficou e o que Se Foi
Acentos diferenciais também sofreram alterações. A palavra “para” (verbo) não é mais acentuada para diferenciar de “para” (preposição). Apenas “pôr” (verbo) e “pôde” (passado) mantêm o acento diferencial. Além disso, o trema foi abolido e os acentos agudos em ditongos abertos “ei” e “oi” de palavras paroxítonas, como “gibóia” e “idéia”, foram eliminados. Contudo, em palavras oxítonas como “anéis”, o acento permanece.
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Por que Mudou?
O objetivo principal do acordo ortográfico é unificar a língua portuguesa entre Brasil e Portugal, facilitando a expansão do idioma e o acesso a mercados editoriais e digitais. Apesar das intenções, a implementação tem sido complexa e nem todos os países lusófonos aderiram completamente.
Apesar da confusão inicial, a adaptação às novas regras é fundamental, especialmente para aqueles que buscam bons resultados em exames e concursos. As letras K, Y e W foram oficialmente incorporadas ao alfabeto brasileiro, e a atenção aos detalhes da nova ortografia pode fazer a diferença.



