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Você sabe o que são e como usar corretamente os verbos pronominais?

Mestra em linguística e língua portuguesa, Lígia Boareto, explica em que situação usar essas expressões corretamente; confira
verbos pronominais
Mestra em linguística e língua portuguesa, Lígia Boareto, explica em que situação usar essas expressões corretamente; confira

Mestra em linguística e língua portuguesa, Lígia Boareto, explica em que situação usar essas expressões corretamente; confira

O programa CBN Papo Certo discutiu o uso de pronomes, focando em verbos pronominais. A conversa, animada por Lígia Boareto, Guilherme e Andriely, utilizou a música de Chico Buarque, “Se lembra da fogueira”, como ponto de partida.

Verbos pronominais: o que são e como usá-los

Verbos pronominais são aqueles que se conjugam com pronomes oblíquos (se, me, te, nos, vos), indicando ações próprias do sujeito. Exemplos incluem lembrar-se, vacinar-se e arrepender-se. A inclusão do pronome oblíquo afeta a regência verbal; por exemplo, “Eu lembrei o motivo” (sem pronome) difere de “Eu lembrei-me do motivo” (com pronome).

Licenças poéticas e uso informal

A discussão abordou o uso de pronomes em contextos informais e artísticos. A frase “Se lembra da fogueira”, da música de Chico Buarque, exemplifica um uso informal, gramaticalmente diferente de “Lembra-se da fogueira”. Lígia explicou que, apesar da construção gramaticalmente correta ser a ênclise (“Lembra-se”), a próclise (“Se lembra”) é mais comum na oralidade, por questões de eufonia. Esse uso não é necessariamente um erro, mas sim uma variação linguística, mais frequente em contextos informais e não uma “licença poética”. O exemplo da expressão “vacinei-me” (correto) versus “vacinei” (informal) ilustra essa diferença entre norma culta e uso coloquial.

Giripoca: sentido figurado e denotativo

A conversa finalizou com uma discussão sobre a palavra “giripoca”, antecipando um tema futuro no programa Sons da Terra. Lígia explicou a diferença entre o sentido conotativo (figurado, como em “a giripoca vai piar”, indicando uma situação inesperada) e o sentido denotativo (literal, o som do animal giripoca).

O programa destacou a complexidade da colocação pronominal, mas também a flexibilidade da língua portuguesa, mostrando como a norma culta e o uso informal coexistem e se complementam, dependendo do contexto. A naturalidade da conversa e os exemplos práticos tornaram o assunto acessível e interessante, mesmo para quem não domina a gramática formal.

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