Quem chegou ao 2º turno tenta arrebanhar os votos de quem perdeu o pleito; quem explica é Bruno Silva no ‘De Olho na Política’
Segundo turno se aproxima e candidatos buscam apoio de adversários derrotados. Mas o que há por trás dessas alianças? Há negociações legítimas, como a composição de programas políticos com lideranças. No entanto, práticas antiéticas e ilegais também podem ocorrer.
Negociações eticamente questionáveis
Promessas de cargos ou favores em troca de apoio, sem transparência para o eleitor, são preocupantes. Ações que, embora não sejam necessariamente ilegais, podem ser vistas como antiéticas, especialmente em tempos de alta visibilidade da política nas redes sociais. A coerência dos atores políticos também é analisada pela população, e alianças com antigos rivais podem gerar desconfiança.
Ilegalidades no processo
Situações mais graves envolvem ilegalidades, como compra de votos, tráfico de influência, chantagem e coação. A utilização de informações comprometedoras para pressionar adversários é uma prática recorrente e ilegal. As instituições de controle, como a Polícia Federal, o Ministério Público e o TRE, buscam monitorar essas ações, principalmente no que diz respeito a movimentações financeiras suspeitas.
Leia também
Ações de fiscalização e o futuro
Apesar dos avanços na legislação e na fiscalização, a corrupção eleitoral persiste. Promessas de vantagens financeiras, como cestas básicas ou materiais de construção, em troca de votos, ainda são relatadas. A transparência e o acompanhamento da população são fundamentais para coibir essas práticas. As instituições de controle estão mais atentas e utilizam dados em tempo real para monitorar movimentações suspeitas. A negociação de cargos faz parte da política, mas exige um cálculo preciso dos atores envolvidos, considerando a visibilidade e a repercussão de suas ações. Ampliar alianças políticas não garante vitória, e em alguns casos pode até gerar desconfiança do eleitorado, que está mais atento e menos tolerante à falta de coerência.